Um total de 1.639 professores foram colocados nos quadros de escolas públicas do país com carência de docentes, anunciou hoje o Governo, ao divulgar os resultados de um novo concurso externo extraordinário.
Neste concurso foram abertas 1.800 vagas e 1.639 foram ocupadas por docentes para as regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve, sinalizadas com falta de professores.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação assegura, em comunicado, que as 161 vagas que ficaram por preencher “não traduzem situações de alunos sem aulas, uma vez que são vagas de QZP [Quadros de Zona Pedagógica] e não de horários em escolas”.
A maioria das vagas – 1.220 – foi preenchida nos QZP dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, “a região do país com maior incidência de situações de alunos sem aulas”.
Todas as vagas – 215 – relativas ao 1.º ciclo do ensino básico, “um dos mais carenciados”, foram ocupadas, adianta o ministério, citando as listas definitivas de colocação hoje publicadas pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo.
O concurso em causa foi direcionado para as zonas do país com carência de professores.
O período de aceitação das colocações decorre entre terça-feira e 02 de fevereiro.
“Caso os docentes, em resultado do concurso externo extraordinário, tenham vinculado no QZP a que pertence o agrupamento de escolas ou a escola não agrupada onde se encontram atualmente colocados, não integram a lista de candidatos à mobilidade interna”, assinala o ministério.
Os concursos externos extraordinários, a par dos incentivos financeiros à deslocação de professores para zonas geográficas com falta de docentes, visam “mitigar situações de alunos sem aulas por períodos prolongados”.
Os resultados hoje divulgados reportam-se ao segundo concurso externo extraordinário lançado pelo Governo desde 2024.
Nesse ano, em novembro, entraram para os quadros mais de 1.800 professores em escolas públicas de zonas do país sinalizadas com carência de docentes, sublinha o comunicado.
O ministério acrescenta que, à data, durante o corrente ano letivo, 6.084 professores colocados em escolas a mais de 70 quilómetros da sua casa beneficiam de apoios à deslocação.
O apoio varia entre 150 e 500 euros, consoante a distância e se o professor foi colocado ou não em zonas do país com carência de docentes.