A empresa portuguesa UAVision vai instalar capacidade industrial no Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, em Viseu, onde pretende construir um hangar destinado à produção, testagem e formação na área das aeronaves não tripuladas.
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O protocolo entre a empresa e o Município de Viseu prevê a cedência de cerca de dois mil metros quadrados no aeródromo para a construção das novas instalações. A UAVision compromete-se a desenvolver atividade de produção industrial e ações de formação no local, enquanto o município disponibilizará a infraestrutura para testes e voos.
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A instalação acontece numa altura em que a empresa portuguesa reforça a sua presença no setor da defesa e da aeronáutica. A UAVision alcançou recentemente o quarto lugar entre 146 empresas participantes no Sentinel Strike, ficando entre os cinco finalistas da iniciativa europeia de inovação na área da defesa.
A fase final da competição está prevista para outubro, em Santa Margarida, onde a empresa portuguesa vai disputar a classificação final com outras empresas europeias do setor.
Fundada em 2005, a UAVision é especializada em aeronáutica, sistemas eletrónicos, telemetria, tratamento de imagem, deteção remota e tecnologias para utilização civil e militar. A empresa é fabricante das aeronaves não tripuladas OGASSA OGS 42, utilizadas pela Força Aérea Portuguesa e pela Marinha Portuguesa em missões de vigilância.
Segundo a empresa, a nova instalação deverá permitir reforçar a capacidade de produção, testagem e formação e acompanhar o crescimento da atividade.
A UAVision considera que o projeto poderá representar o início de um novo polo tecnológico e industrial ligado aos sistemas autónomos, aeronáutica e espaço, com potencial para aproximar empresas, centros de investigação e profissionais qualificados.
“O início de um novo polo tecnológico e industrial associado aos sistemas autónomos, aeronáutica e espaço” poderá permitir, segundo a empresa, posicionar Viseu numa cadeia de valor emergente e reforçar a capacidade portuguesa para desenvolver e produzir tecnologia aeroespacial.
Para o presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, o protocolo representa um passo para transformar o aeródromo num ativo económico e tecnológico do concelho.
“Queremos que o Aeródromo de Viseu seja mais do que uma infraestrutura aeronáutica. Queremos empresas, produção, conhecimento e emprego qualificado”, afirmou o autarca.
A instalação da empresa deverá ainda criar oportunidades para engenheiros, técnicos e jovens qualificados e reforçar a ligação entre a atividade empresarial e as instituições de ensino.
O Município de Viseu considera que o projeto contribui para a criação de um polo aeronáutico e tecnológico no concelho, associado a atividades de maior valor acrescentado.
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