Uma mulher de 48 anos foi detida pela Polícia Judiciária em Oeiras, suspeita de ter atraído uma cidadã estrangeira para Portugal com promessas de trabalho e salário digno, acabando por a colocar numa situação de alegada exploração laboral.
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A investigação da Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária aponta para um cenário preocupante. A vítima terá sido aliciada em Angola com a promessa de trabalhar como ama de crianças, recebendo um salário equivalente ao ordenado mínimo nacional.
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Contudo, segundo os investigadores, a realidade encontrada em Portugal foi bem diferente.
Além de cuidar de crianças, a mulher passou alegadamente a desempenhar tarefas domésticas de forma permanente, sem contrato de trabalho, sem horários definidos e recebendo valores muito abaixo do que lhe tinha sido prometido.
As suspeitas da PJ vão ainda mais longe. Os elementos recolhidos durante a investigação indicam que a vítima vivia num contexto de forte dependência e isolamento, sendo alvo de alegados mecanismos de controlo e intimidação.
Entre as situações investigadas estão a limitação das saídas da residência, o condicionamento dos contactos com familiares e amigos, a retenção do passaporte e do telemóvel e até o acesso aos conteúdos privados existentes no aparelho da vítima.
A operação policial culminou com o cumprimento de um mandado de detenção e de uma busca domiciliária, durante a qual foram recolhidos diversos elementos considerados relevantes para o processo.
Presente a primeiro interrogatório judicial, a suspeita ficou sujeita a apresentações periódicas às autoridades, entregou os passaportes português e angolano e ficou proibida de abandonar o território nacional.
A investigação prossegue para apurar toda a dimensão dos factos e determinar se poderão existir outras vítimas envolvidas no caso.
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