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Vaga de calor no sudeste da Europa agrava incêndios florestais e obriga a alertas de proteção

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A vaga de calor que está a afetar o sudeste da Europa agravou quinta-feira os incêndios florestais na Turquia, já com registo de mortos, e obrigou as autoridades de vários países a emitirem alertas às populações.

Pelo menos três pessoas morreram e várias dezenas tiveram de ser hospitalizadas no sul da Turquia na sequência de dois incêndios florestais distintos, cuja gravidade intensificou-se devida às altas temperaturas e aos ventos fortes registados na zona.

Também na Grécia, as altas temperaturas estão a agravar incêndios que estão a ameaçar casas pelo terceiro dia consecutivo, como é o caso de um fogo registado nas imediações da cidade de Patras (sudoeste).

“A vaga de calor em curso é um fenómeno meteorológico perigoso, pois irá durar até ao final da próxima semana com uma pequena amplitude térmica entre os níveis máximo e mínimo”, afirmou o diretor do Serviço Meteorológico Nacional da Grécia, Theodoris Kolydas, citado pela agência norte-americana Associated Press (AP).

As previsões apontam que o pico desta vaga de calor deve ser atingido na próxima segunda-feira, com o registo de temperaturas entre os 42 e os 44 graus Celsius.

Na capital grega, Atenas, habitantes e turistas tentam adaptar-se às altas temperaturas e as autoridades estão a disponibilizar o acesso a vários locais públicos com ar condicionado.

No entanto, o acesso a estes espaços públicos também está a ser condicionado pelas restrições em vigor no país devido à pandemia da doença covid-19.

As autoridades da Sérvia, Bulgária e da Bósnia-Herzegovina, entre outros países da região, estão a aconselhar as respetivas populações a evitarem a exposição à luz solar direta nas horas de maior calor.

Já na Macedónia do Norte, as mulheres grávidas e as pessoas com mais de 60 anos foram dispensadas do trabalho até ao final da semana, enquanto as empresas de construção civil receberam ordens para interromper a atividade entre as 11:00 e as 17:00 horas.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência do sistema da ONU, o ano de 2020 está entre os três anos mais quentes desde que há registos.

O relatório do programa europeu de observação terrestre Copérnico, divulgado em janeiro passado, apontou que o ano de 2020 foi o mais quente da história na Europa.

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