Crimes
“Um dia ainda te mato”: Homem que atingiu mulher à traição entrega-se à GNR
Imagem: depositphotos.com
Um homem, de 75 anos, foi detido na segunda-feira, 20 de abril, em Rio Maior depois de alegadamente ter disparado dois tiros pelas costas contra a sua ex-companheira, de 69, com quem ainda partilhava a residência.
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Segundo o Correio da Manhã, o ataque terá ocorrido pouco depois das 7:00, com recurso a um revólver, na sequência de uma ordem judicial que determinava a saída do homem da habitação.
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Após ser atingida, a mulher conseguiu sair do quarto andar onde vivia com o agressor e pediu auxílio a um vizinho, que acabou por contactar as autoridades. A pronta reação permitiu a chegada dos meios de socorro ao local.
A GNR, cujo posto se encontra a curta distância da habitação, enviou de imediato uma equipa de intervenção. Enquanto a vítima recebia assistência médica, o suspeito acabou por se barricar no interior do apartamento, criando um impasse no local.
Mais tarde, já com o perímetro de segurança montado em torno do edifício, os militares preparavam-se para entrar no imóvel quando o homem decidiu entregar-se. Foi então detido e conduzido para as instalações da GNR, enquanto a vítima seguia em estado grave para o hospital conforme refere o mesmo jornal.
Ainda segundo informações recolhidas pelo mesmo órgão, o casal já estava separado legalmente, embora continuasse a viver sob o mesmo teto. Pessoas próximas relataram que a mulher teria sido alvo de ameaças anteriores, com o ex-companheiro a alegadamente dizer-lhe “um dia ainda te mato”. Vizinhos admitem ainda que, na última semana, terá sido emitida uma ordem judicial para obrigar o homem a abandonar a casa.
A investigação passou entretanto para a Polícia Judiciária, devido ao uso de arma de fogo. Os inspetores deslocaram-se ao local durante a manhã para realizar perícias e recolher provas, tendo os trabalhos sido concluídos ao início da tarde.
O detido, apanhado em flagrante delito, permanece sob custódia da GNR até ser presente a primeiro interrogatório judicial, onde serão definidas as medidas de coação. A vítima, entretanto, encontra-se fora de perigo e em processo de recuperação hospitalar.
De acordo com o CM, a relação entre ambos era marcada por conflito prolongado e já era conhecida de algumas colegas de trabalho da vítima, que acompanhavam a situação. A mulher terá mesmo adiado a reforma aos 65 anos para evitar permanecer constantemente em casa com o agressor, já aposentado, num ambiente que descrevia como tóxico. Na comunidade, é ainda reconhecida pela ligação ao fado amador.
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