Tomar a medicação todos os dias, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercício físico e não falhar consultas. Parece simples, mas estes são alguns dos pilares que ajudam milhares de transplantados a preservar o órgão que lhes devolveu qualidade de vida.
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O tema foi abordado à margem do Congresso Luso-Brasileiro de Transplantação, que decorre em Coimbra, onde especialistas de Portugal e do Brasil partilharam conhecimento sobre os desafios e avanços da área.
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Para Tainá Sandes, presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, o transplante não representa o fim dos cuidados médicos.
“O doente não deixa de ser um paciente nunca. Continua a necessitar de acompanhamento regular, consultas frequentes e monitorização permanente”, explicou.
Uma das principais preocupações passa pela toma rigorosa dos medicamentos imunossupressores, responsáveis por impedir que o organismo rejeite o novo órgão.
“O mais importante é tomar a medicação exatamente como foi prescrita. É essa medicação que protege o órgão transplantado”, sublinhou.
Como estes medicamentos reduzem as defesas naturais do organismo, os transplantados tornam-se mais vulneráveis a infeções.
Por isso, a vacinação continua a ser considerada essencial.
“Uma gripe num transplantado pode ter consequências muito mais graves do que numa pessoa sem transplante. Vacinar contra a gripe é obrigatório”, alertou a especialista.
Além das vacinas, recomenda-se especial atenção à higiene, evitar ambientes de maior risco de contágio e informar sempre a equipa médica antes de viagens ou alterações significativas na rotina.
A alimentação também desempenha um papel fundamental na proteção do órgão transplantado.
Segundo Tainá Sandes, os doentes devem privilegiar uma dieta equilibrada, com menos sal, menos açúcar e alimentos que ajudem a controlar fatores de risco como hipertensão, diabetes ou colesterol elevado.
“Os cuidados alimentares que todos devemos ter são ainda mais importantes para quem foi transplantado”, referiu.
A prática regular de atividade física foi outra das recomendações deixadas pela especialista.
“A principal mensagem é ter uma vida saudável, fazer exercício físico, trabalhar, integrar-se na sociedade e viver o mais normalmente possível”, afirmou.
Contudo, lembra que a normalidade não significa esquecer os cuidados médicos.
“O transplantado pode ter uma vida praticamente normal, mas nunca deve abandonar o acompanhamento clínico”, concluiu.
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