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“TERIA USADO OUTRAS PALAVRAS”: CRISTINA FERREIRA JUSTIFICA-SE APÓS POLÉMICA

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 semanas atrás em 22-04-2026

Imagem: Facebook

Uma semana depois da polémica, a apresentadora da TVI, Cristina Ferreira, esteve no Jornal Nacional para se pronunciar sobre as declarações que fez no programa Dois às 10, relacionadas com um caso de violação em grupo de uma menor.

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Apesar de ter indicado nas redes sociais que não voltaria a abordar o tema, a promessa acabou por não se concretizar. Em entrevista a José Alberto Carvalho, no final do Jornal Nacional, na noite de terça-feira, 21 de abril, Cristina Ferreira voltou a defender a sua posição sobre a pergunta que fez em antena, afirmando que o tema deve ser discutido. A apresentadora referiu que, no contexto de uma situação de violência sexual, importa compreender o comportamento do agressor quando existe uma recusa da vítima, questionando o que leva à não perceção ou desrespeito de um “não”.

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A jornalista explicou ainda que a pergunta feita no dia 14 de abril, no programa matinal da TVI, teve como objetivo abrir discussão sobre comportamentos de violência sexual, reconhecendo, no entanto, que poderia ter sido formulada de outra forma. Cristina Ferreira admitiu que, se tivesse escrito a questão, teria escolhido outras palavras, acrescentando que não foi essa a forma que utilizaria atualmente.

Durante a entrevista, a apresentadora justificou que o tema foi abordado no programa por considerar importante esclarecer e informar o público, especialmente os espectadores menos informados, procurando dar ferramentas de compreensão sobre situações de abuso e violência. Sublinhou também que a sua posição e a do co-apresentador Cláudio Ramos era clara e não deixava margem para interpretações ambíguas.

Questionada sobre as críticas que a acusam de machismo, Cristina Ferreira rejeitou a ideia, argumentando que apenas procurou compreender o comportamento de um agressor. Reforçou ainda que a sua intenção foi analisar a atuação de quem comete crimes de violência sexual, e não justificar os atos em causa.

A apresentadora explicou que decidiu conceder a entrevista depois de considerar que o comunicado publicado anteriormente não tinha sido suficiente para clarificar a sua posição, referindo que foi aconselhada pelos seus advogados a fazê-lo. Na mesma ocasião, afirmou-se feminista, defendendo a igualdade de género, mas rejeitando que isso implique a “desvalorização dos homens”.

O caso que esteve na origem da polémica envolve um grupo de jovens entre os 17 e os 19 anos, acusados de violação agravada e pornografia de menores, após terem filmado e divulgado nas redes sociais uma agressão sexual a uma menor de 16 anos. O episódio remonta a 12 de fevereiro de 2025 e foi denunciado pelo Hospital Beatriz Ângelo, onde a vítima recebeu assistência médica.

As declarações de Cristina Ferreira originaram uma forte reação pública, incluindo uma carta aberta assinada por mais de 140 personalidades e milhares de queixas apresentadas à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), entre as quais uma participação dos pais da vítima.

Em comunicado, citado pelo NOW, a TVI defendeu a apresentadora, lamentando o que classificou como descontextualização das suas palavras no espaço “Crónica Criminal”. O canal sublinhou a diferença entre uma pergunta feita no exercício das funções televisivas e uma opinião pessoal, rejeitando qualquer intenção de banalização do crime e admitindo a possibilidade de recorrer aos tribunais perante aquilo que considera ataques injustificados. “Não seriam aquelas as palavras que eu usaria”, afirmou. “Se tivesse escrito aquela pergunta teria usado as palavras certas”, acrescentou.

Também a própria Cristina Ferreira se pronunciou posteriormente nas redes sociais, através do Instagram, onde afirmou rejeitar qualquer forma de crime ou abuso. A apresentadora defendeu que as suas palavras foram retiradas do contexto e reiterou que a pergunta surgiu no âmbito de uma discussão em estúdio com comentadores.

Na mesma publicação, lamentou os ataques de que tem sido alvo, afirmou esperar ter esclarecido a opinião pública e garantiu não pretender voltar a comentar o assunto.

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