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Sobral de São Miguel: Descubra o “Coração do Xisto” perdido na Serra do Açor
Imagem: Facebook
Situada na Serra do Açor, no concelho da Covilhã, a aldeia de Sobral de São Miguel afirma-se como um dos mais emblemáticos núcleos de arquitetura em xisto do país, assumindo-se orgulhosamente como o “Coração do Xisto”.
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Com origens que remontam à época romana, a aldeia esteve historicamente ligada a antigas rotas comerciais entre o litoral e o interior da Península Ibérica. A sua primeira referência documental data de 1284, nas Inquirições de D. Dinis. Ao longo dos séculos, passou por influências árabes, pela exploração mineira e pela emigração, marcada sobretudo pela corrida ao volfrâmio nas décadas de 1930 e 1940.
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O núcleo mais antigo desenvolve-se ao longo da Ribeira do Porsim, com ruas estreitas, quelhas íngremes e casas justapostas de dois e três pisos, maioritariamente construídas em xisto. Apesar de muitas fachadas se apresentarem rebocadas e pintadas de branco, a pedra continua a marcar profundamente a identidade da aldeia.
Além do património arquitetónico, Sobral de São Miguel preserva tradições ligadas à gastronomia, ao artesanato e à memória comunitária. Pontes históricas, fornos comunitários, moinhos, um lagar de azeite, a Casa Museu João dos Santos e diversos equipamentos tradicionais testemunham modos de vida antigos.
No património religioso, destacam-se a Igreja Matriz, ampliada na década de 1930, e a Capela de Santa Bárbara, construída por mineiros em 1940. Hoje, a aldeia convida à descoberta, através de passeios pelas suas ruas sombrias ou ao longo da ribeira, numa viagem pela história, pela paisagem e pela memória da Serra do Açor.
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