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Siga este percurso e descubra o coração da Serra da Boa Viagem na Figueira da Foz

Notícias de Coimbra | 3 semanas atrás em 17-08-2026

Trata-se de uma proposta que permite descobrir a biodiversidade da serra e as particularidades geológicas da Área Protegida do Monumento Natural do Cabo Mondego.

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São quase 13 quilómetros de um traçado circular e nível de dificuldade intermédio. A Rota da Boa Viagem é uma das propostas incluídas no corredor “Mar e Zonas Dunares” da Região Metropolitana de Coimbra.

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A partida, para um percurso de duração previsível de quatro horas, deve ter lugar na Bandeira, miradouro com vista deslumbrante para a praia da Murtinheira, praia de Quiaios, povoação de Quiaios e Mata Nacional das Dunas de Quiaios.

Ao longo destes 13 quilómetros, que podem ser feitos em qualquer altura do ano, tomará contacto com a biodiversidade da serra e as particularidades geológicas da Área Protegida do Monumento Natural do Cabo Mondego.

No que concerne à vegetação, a associação mediterrâneo-atlântica possibilita uma diversidade florística notável, onde se destaca o carvalho-português, a aroeira, o pilriteiro, o abrunheiro-bravo, o sanguinho-das-sebes e o pinheiro-bravo.

O sub-coberto destes bosques mistos alberga uma grande diversidade de espécies arbustivas e herbáceas, características de solos calcários e pedregosos, como a pascoinha, o carrasco, o trovisco, a madressilva, a murta, o tojo, a esteva, a arruda, a alcachofra-brava, a Salvia sclareoides (endemismo Ibérico) e algumas orquídeas como o satirião-menor, a salepeira-grande, a Cephalanthera longifolia e o abelhão.

Partindo deste miradouro e descendo em direção à povoação de Quiaios, somos convidados à descoberta de uma cascata singular, onde outrora existiu um moinho, cujos vestígios ainda são visíveis, que seca completamente no verão, mas que no inverno constitui uma admirável queda de água, cujo leito apresenta interessantes formas dos depósitos calcários que descem da serra.

Passando as povoações da Praia de Quiaios e da Murtinheira, subindo a serra, os caminhantes são confrontados com um cenário deslumbrante sobre as duas praias mais a norte do concelho da Figueira da Foz.

No miradouro panorâmico sobre o Cabo Mondego – classificado como Monumento Natural desde 2007 e sob gestão do ICNF, que constitui um testemunho da história geológica de Portugal, onde ocorreram alguns episódios importantes da história da Terra na idade do Jurássico (entre os 185 e os 140 milhões de anos) – encontram-se extraordinários registos de macrofósseis (lamelibrânquios, gastrópodes, bivalves, braquiópodes, plantas, peixes, crinoides, corais, ostreídeos, belemnoides e amonoides), microfósseis (foraminíferos e nanoplâncton calcário) e icnofósseis.

Seguindo o percurso para poente, chega-se ao miradouro com vista sobre o Farol do Cabo Mondego, imóvel classificado de interesse municipal desde 2004, cujo início da construção remonta a 1917, tendo sido precedido por outro, construído mais a sul, que entrou em funcionamento em 1858.

No final do percurso pode-se ainda apreciar a Capela de Santo Amaro, erigida no século XIX, inserida em plena Mata Nacional do Prazo de Santa Marinha, sob gestão do ICNF, uma área florestal com cerca de 400 ha e que proporciona excelentes condições para a prática de desportos ao ar livre, com equipamentos de lazer que convidam a sair de casa.

O parque é ainda uma área com enorme valor ecológico para aqueles que apreciam a natureza. A flora é constituída maioritariamente por espécies plantadas pelos serviços florestais, entre as quais se podem contemplar belos exemplares de cedro-do-bussaco, de eucalipto e de maciços de pinheiro-bravo.

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