Coimbra

Saiba o que aconteceu no fatídico dia que veio a tirar a vida a menino de 8 anos numa praia em Coimbra

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 mês atrás em 30-07-2026

A criança, de 8 anos, que tinha sido retirada da água em estado crítico, depois de ter desaparecido no rio Mondego, na zona da Praia do Rebolim, em Coimbra, na segunda-feira, 27 de julho, morreu no hospital.

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A informação, dada por um amigo da família, dá conta que a criança morreu. “Ontem [29 de julho], próximo das onze horas, nos deixou, descansou, lutou muito”, afirmou.

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O amigo da família agradeceu ainda todas as pessoas que acompanharam a situação e que se mobilizaram para tentar ajudar a criança. “Muito obrigado por você que orou, muito obrigado por você que esteve com a gente no hospital”, disse.

O pedido é agora para que as manifestações de apoio se concentrem na família da criança. “Intensifiquem as orações pelos que ficaram, pelos familiares, para que Deus possa consolar e amenizar essa dor nesse momento”, apelou.

A morte do menino acontece depois de uma operação de socorro desencadeada na segunda-feira, 27 de julho, na Praia do Rebolim. O alerta foi dado cerca das 14:00, depois de a criança, que se encontrava numa zona não vigiada da praia fluvial, ter perdido o pé enquanto estava dentro de água.

O menino esteve em estado crítico após ser retirado do rio e transportado para o Hospital Pediátrico de Coimbra.

Fiéis de uma igreja em Coimbra reuniram-se numa vigília de oração e cânticos junto ao Hospital Pediátrico de Coimbra, num gesto de solidariedade para com o menino.

Segundo o relato deste homem, que também é o pai de uma das crianças que estava no local, o seu filho, de 10 anos, conseguiu sair da água, mas ficou profundamente abalado com o sucedido. O pai relatou que o menino “está em pânico porque não conseguiu ajudar o amigo”.

Sublinhou ainda o impacto que o caso teve em várias pessoas. “Essa história toda mexeu com muita gente”, afirmou, acrescentando acreditar que a vida da criança “vai restaurar muitas vidas ainda”.

Quanto ao que aconteceu naquele dia, segundo o homem, na segunda-feira, a mulher e uma amiga tinham ido para a praia fluvial com três crianças: o seu filho e outras duas crianças, um menino e uma menina.

“Logo na chegada, minha esposa e a nossa amiga não tinham nem deixado as coisas direito no chão, naquela chegada de praia, os dois meninos já correram pra água”, contou.

O homem relata que a água parecia pouco profunda, mas as duas crianças acabaram por cair numa zona mais funda.

“Nessa empolgação de correrem para água, eles entraram e a água estava rasa e eles acabaram caindo num buraco”, explicou.

O pai do menino que se salvou diz que que a criança conseguiu ser retirada da água, mas o outro menino permaneceu submerso.

De acordo com este testemunho, o menor terá permanecido debaixo de água durante cerca de 30 a 40 minutos, até ser localizado pelos bombeiros.

Quando foi retirado da água, a criança encontrava-se sem sinais de vida, segundo o relato. Os bombeiros iniciaram de imediato manobras de reanimação. “Ele saiu da água sem vida. Os bombeiros conseguiram reanimar depois de um trabalho intenso ali, uns 20 minutos mais ou menos”, contou.

Os meios de socorro conseguiram recuperar sinais vitais e foi transportado para o hospital.

O homem fez ainda questão de afastar qualquer ideia de negligência por parte dos adultos que acompanhavam as crianças. “Não foi displicência, não foi descaso, foi realmente um acidente”, sublinhou.

E acrescentou: “As crianças tinham acabado de chegar. Fazia cinco minutos que eles estavam na praia”.

O homem aproveitou ainda para agradecer o trabalho dos meios de socorro e de todos os profissionais que estiveram envolvidos na operação. “Todos eles fizeram um trabalho espetacular”, disse, referindo-se aos bombeiros, profissionais de saúde e psicólogos, entre outros.

A família atravessa agora um momento de profunda dor, com os amigos a apelarem ao apoio e respeito pela família da criança.

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