Política

Rui Tavares assume pela primeira vez ambição de duplicar grupo parlamentar 

Notícias de Coimbra com Lusa | 7 meses atrás em 15-05-2025

 O porta-voz do Livre revelou hoje, pela primeira vez na campanha eleitoral, que quer duplicar o grupo parlamentar para esvaziar a direita e, a seguir, a extrema-direita.

“O país não precisa de um Livre com um grupo parlamentar diminuído, o país precisa de um Livre que tenha um grupo parlamentar duplicado”, assumiu Rui Tavares durante um comício no Teatro Thalia, em Lisboa, no penúltimo dia da campanha eleitoral.

PUBLICIDADE

publicidade

Segundo o dirigente do Livre, partido que tem quatro deputados no parlamento, o país não precisa de um Livre que esteja “lá mais para baixo no campeonato dos pequenos dos partidos políticos em Portugal”.

PUBLICIDADE

“O país já teve isso e quis ter um Livre maior, o país precisa de um Livre que seja partido charneira na política portuguesa, o país precisa de um Livre que seja o quarto partido político em Portugal”, referiu.

Num discurso de cerca de 40 minutos, e numa sala lotada onde se ouvia “presente, futuro e livre, livre, livre”, Rui Tavares, que tem criticado a IL na campanha, disse que “evidentemente” que o Livre tem o objetivo de ultrapassar a IL, alegando que o partido de Rui Rocha não pode levar a mal porque que entende o que é concorrência e competição.

“De Rui para Rui, mesmo quando estamos com uma décima de distância, não leves a mal porque nós precisamos de estar à vossa frente porque, a seguir, precisamos de ir esvaziar a extrema-direita em Portugal”, atirou.

O dirigente do Livre garantiu que, depois de ultrapassar a IL, a próxima tarefa é mesmo esvaziar a extrema-direita.

“Não acreditam que possamos acantonar e isolar a extrema-direita em Portugal? Vamos falar diretamente em quem pensa votar no Chega: Sabem mesmo quem estão a eleger? Sabiam na última vez que estavam a eleger um pilha malinhas, um prostituidor de menores ou uma acusada de crime informático?”, questionou.

Rui Tavares afirmou que, se na última vez os eleitores não sabiam quem estavam a eleger para a Assembleia da República, agora ainda sabem menos porque o Chega “sonegou informação” sobre os seus candidatos às pessoas e isso “não é bom sinal”.

Rui Tavares perguntou ainda a quem votou no Chega se está contente com a escolha que fez e, por isso, pediu para pensarem bem até domingo o que querem para o país.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE