A 31.ª Feira Medieval de Coimbra, a mais antiga do país, regressa entre 17 e 19 de julho com um programa dedicado ao século XII e aos primórdios da nacionalidade portuguesa.
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A mais antiga Feira Medieval do país irá celebrar o período em que Coimbra foi capital do Reino de Portugal, através de recriações históricas, cortejos, concertos, teatro de fogo, mercado medieval, oficinas e experiências gastronómicas.
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Durante a apresentação do evento, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra lembrou que esta é a mais antiga feira medieval do país e sublinhou a responsabilidade de preservar esse legado. “A nossa responsabilidade é acrescida. Esta é a mais antiga Feira Medieval do país e queremos continuar a valorizá-la”, afirmou.
O recinto abrangerá o Largo da Sé Velha, Quebra-Costas, Rua Ferreira Borges, Torre de Almedina, Museu Nacional Machado de Castro, Pátio do Castelo, Rua Borges Carneiro e outras artérias da Alta de Coimbra. A programação arranca às 18:00 de sexta-feira, prolonga-se até à meia-noite, decorre entre as 10:00 e as 24:00 no sábado e encerra no domingo, em horário reduzido.
Ao longo dos três dias serão recriados momentos marcantes da fundação da nacionalidade, como a instalação de D. Afonso Henriques em Coimbra, a construção da Sé Velha e a fundação do Mosteiro de Santa Cruz. Entre os destaques estão os cortejos régios, concertos de música medieval, encenações históricas, teatro de fogo e a já tradicional Ceia Medieval, que decorre nos claustros da Sé Velha e cujas inscrições já se encontram esgotadas.
O presidente da União das Freguesias de Coimbra destacou o impacto do evento na cidade. “A União de Freguesias sempre esteve, está e estará disponível para tudo o que for necessário, porque este é um evento que traz milhares e milhares de pessoas a Coimbra.” O autarca mostrou ainda esperança de que o calor não prejudique a iniciativa. “Só não é um sucesso se chover. Esperamos também que as temperaturas sejam mais amenas, porque 40 graus neste espaço seriam muito prejudiciais para o evento.”
Também os comerciantes da Baixa e Alta voltam a associar-se à iniciativa, considerando-a essencial para a dinamização económica. “Para os comerciantes este é um evento crucial. Dá a conhecer não só a cidade, mas também o comércio às milhares de pessoas que visitam a feira.” Entre as iniciativas previstas encontram-se uma visita guiada à Santa Casa da Misericórdia, uma oficina de escrita medieval e propostas gastronómicas inspiradas na Idade Média em vários estabelecimentos da cidade.
A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra regressa com oficinas de gastronomia histórica, onde serão apresentadas receitas medievais. “Há muitas receitas da época medieval que vale a pena descobrir. No ano passado, as almôndegas com coentros foram um enorme sucesso e este ano haverá novas surpresas”, adiantaram os responsáveis.
O Museu Nacional Machado de Castro também integra a programação, promovendo uma visita-oficina dedicada ao Arco Moçárabe, destinada às famílias, no dia 18 de julho, às 16:00, com participação gratuita.
A Feira Medieval contará ainda com o envolvimento de centenas de participantes e de várias associações locais, numa organização que pretende valorizar o património classificado pela UNESCO, promover o comércio local e reforçar a identidade histórica de Coimbra. O investimento previsto para esta edição ronda os 48.821 euros, valor superior ao do ano passado.
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