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Coimbra

Região de Coimbra cria passaporte gastronómico e vouchers para descobrir restaurantes (com videos)

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A Região de Coimbra tem a partir de hoje um passaporte gastronómico e vai entregar dois mil vouchers para instigar a descoberta dos restaurantes dos 19 municípios da Comunidade Intermunicipal.

Cada voucher tem o valor de 15 euros e pode ser utilizado numa refeição com valor igual ou superior a 30 euros, num dos restaurantes com a distinção  do Programa Gastronomia & Vinhos da CIMRC e certificada pela AHRESP, revelou na apresentação o secretário executivo, Jorge Brito.

O passaporte gastronómico é outra medida de incentivo, que pode ser levantado nos postos de turismo municipais e nos postos da Turismo Centro Portugal.

“Este passaporte serve para o portador, ao consumir um menu Prova Região de Coimbra, ter direito a um carimbo, um estímulo para que as pessoas tenham uma circularidade maior, sendo que, ao fim de 15 carimbos o portador tem direito a um cabaz de produtos regionais”, explicou o secretário executivo intermunicipal.

A criação do Menu Taste Coimbra Region, com assinatura do chef Luís Lavrador, é mais uma das medidas apresentadas hoje pela Comunidade Intermunicipal, que criou quatro pratos fortes transversais à Região de Coimbra.

Gândara, Bairrada, Mondego e Terras Altas são os quatro menus a apresentar em todos os restaurantes da seleção, que terão formação gratuita para a confeção e apresentação, tendo em conta os objectivos da Coimbra Região Europeia da Gastronomia.

Cada município deu um contributo com os próprios menus, com produtos locais e sazonais, que o chef da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra integrou no menú geral por forma a posicionar e apoiar o setor com medida diferenciadoras 

Para a conclusão do Menu Taste Coimbra Region, Luís Lavrador disse que “os municípios foram convocados a participar com as suas iguarias e a elaborar os seus menus locais com o propósito de trazer o que mais os identifica e os produtos genuínos, autênticos e com curta pegada, que criem uma narrativa consentânea com o território com a valorização das técnicas culinárias”.

“Os menus chegaram em bruto e trabalhámos os vários pormenores como por exemplo a otimização das quantidades” – disse o chef que afirma: “no fundo é tudo uma uma questão de negócio” e a “quantidade é indicadora” da forma como se pretende valorizar cada prato.

Foi necessário “adaptar a linguagem mais popular para uma linguagem mais gastronómica” aproximando aos foodies as “narrativas mais utilizadas pelos novos chefs”, disse Luís Lavrador que exemplificou com a necessidade de ter de adaptar as receitas de confeção em forno de lenha ou no borralho para as mais recentes tecnologias das cozinhas profissionais. 

Com a “preocupação do valor calórico”, crescente no consumidor que tem como objetivo a saúde e o bem estar, os pratos que estão a ser apresentados no menu Taste Coimbra Region “são de fácil execução para não complicar em demasia o processo na cozinha durante a época alta” disse o chef e professor, sublinhando que a simplicidade tem mais valor e que a qualidade dos produtos da Região de Coimbra fala por si.

No menu Taste Coimbra Region surgem também os vinhos, por região vínica,  apresentando sugestões  para cada prato, depois de terem sido realizados testes gastronómicos por enólogos e especialistas em degustação.

O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz realçou que estes apoios foram anunciados no início da época balnear, apesar de estarem pensados para a época baixa, que este ano foi muito prolongada.

Carlos Monteiro acredita que o verão vai trazer melhoria no turismo e também na restauração, em todos os municípios da Região de Coimbra.  Lembra que, por exemplo, em Oliveira do Hospital, terra do Queijo Serra da Estrela, há muitos apreciadores da sardinha e da Figueira da Foz, um dos produtos que integram o programa europeu. Estas iniciativas da CIM Região de Coimbra representam também um incentivo ao regresso aos restaurantes, em todos os municípios e entre municípios, para além de serem dirigidas aos turistas.

 

Em entrevista ao Noticias de Coimbra, o presidente da Câmara da Figueira da Foz disse que a reestruturação do porto, tanto na vertente comercial como na componente pesqueira, é fundamental para o desenvolvimento da cidade, mesmo no que toca à atratividade gastronómica, com destaque para as iguarias com base no pescado.

Jorge Loureiro, em representação da Associação de Hotelaria Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e também da Turismo do Centro de Portugal, afirmou que a “retoma está com sinais de consistência, já há muitas reservas de espanhóis – que são a maior parte dos turistas da Região Centro. Destacou que, depois de “treze meses de grande destruição e da perda de mais de cem mil postos de trabalho” em Portugal e apesar de medidas públicas como o lay off, “a redução da atividade turística foi responsável por 75 % do abaixamento do produto interno bruto (PIB)”

O responsável da AHRESP sublinhou ainda “o sentido de oportunidade da CIMRC ao colocar um “estímulo ao consumo na restauração criando um triângulo virtuoso com a AHRESP e o Turismo de Portugal” que incrementa a “valorização dos produto endógenos, produtos com cadeias curtas e processos sustentáveis” que são cada vez mais critérios de escolha do consumidor.

“Há uma transformação estrutural no tema da gastronomia” o que vem reforçar a aposta na promoção e divulgação dos produtos turísticos integrados considerou o vogal da Comissão Diretiva do Programa Operacional Regional do Centro em Representação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

Jorge Brandão, CCDRC, vogal da Comissão Diretiva do Programa Operacional Regional do Centro, reforçou a importância da promoção e marketing do Produtos Turísticos Integrados e destacou a importância de “trabalhar os territórios e a gastronomia nesta dimensão importante para a criar valor para os territórios e para as empresas”.

Para o presidente da CIM Região de Coimbra é “fundamental ultrapassar as dificuldades na restauração e ligar o mar à serra com a criação do passaporte e dos dois mil vouchers para que na região possa haver “um sol total e um verão quente”.

O secretário de Estado do Comércio, João Torres, afirmou que os autarcas desempenharam um papel importante durante os treze meses de pandemia e que foi devido às autarquias, câmaras e freguesias, que “as piores expectativas do ano de 2020 não se confirmaram João Torres destacou a “dinamização do associativismo intermunicipal e o modelo da CIM Região de Coimbra, que considerou vir “concretizar uma economia do território”. 

 

Com o reconhecimento ao associativismo empresarial da área do comércio e restauração, e exemplificando que “ninguém tinha [em 2020] um GPS para a pandemia”, o governante considerou fundamental a “mobilização coletiva da sociedade” e a adoção de uma postura de “confiança prudente”.

Veja a sessão que o Notícias de Coimbra transmitiu em direto:

 

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