Coimbra

Quem não for à Feira Medieval de Coimbra que vá “para o raio que o parta”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 semana atrás em 08-07-2026

A Feira Medieval mais antiga do país regressa a Coimbra entre os dias 17 e 19 de julho, e promete três dias de recriação histórica, animação, gastronomia e atividades gratuitas, tendo como tema central o início da nacionalidade portuguesa e a figura de D. Afonso Henriques.

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Maria Carlos Pêgo, deixou o convite para participar naquela que considera ser uma das maiores recriações históricas da cidade. “Serão mais três dias de animação medieval. É um convite à população para que, uma vez mais, se associe a nós.”

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A responsável explica que a feira continuará a ter como epicentro a zona da Sé Velha, estendendo-se às ruas envolventes da Alta de Coimbra. “A centralidade desta feira medieval vai prosseguir aqui nesta zona classificada como Património da Humanidade pela UNESCO desde 2013, a Sé Velha, e estende-se por toda esta zona envolvente, riquíssima em património, com muitas atividades.”

A organização volta a contar com vários parceiros institucionais, entre os quais a União das Freguesias de Coimbra, a Diocese de Coimbra, a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, a APBC e o Museu Nacional Machado de Castro, onde decorrerá parte da programação destinada ao público mais jovem. Contou ainda com a presença do padre Pedro, Eduardo Vicente da Escola de Hotelaria de Coimbra, Marisa Martins do Museu Nacional Machado de Castro, Carlos Pinto, presidente da União das Freguesias de Coimbra e Assunção Ataíde da APBC.

Segundo Maria Carlos Pêgo, toda a programação será gratuita e incluirá recriações históricas, animação de rua, tabernas, pregões e demonstrações de ofícios medievais.

A edição deste ano assinala o início da nacionalidade portuguesa, transportando os visitantes para o século XII, período em que Coimbra foi capital do reino. “Nós vamos assinalar o início da nossa nacionalidade. Vamos invocar Dom Afonso Henriques”, refere.

Ao longo dos três dias, cerca de 15 associações irão recriar o quotidiano medieval. “Irão ajudar a dinamizar todos os dias com os seus pregões, com as suas tabernas e com as suas vivências habituais, retratando também as profissões do século XII”, disse.

Um dos momentos mais aguardados da programação volta a ser a Ceia Medieval, cuja lotação é limitada. “Temos capacidade para 102 a 108 pessoas no máximo” e já está esgotada, refere Maria Carlos Pêgo.

Mais do que uma refeição, trata-se de uma experiência de recriação histórica.

“É sempre curioso não só provarmos as iguarias do período, mas também percebermos como é que eles comiam, porque nós não temos propriamente talheres, porque eles não existiam.”

Maria Carlos Pêgo acrescenta que o ambiente é recriado ao detalhe. “A maioria dos convidados está trajada e acabamos realmente por recriar um ambiente típico do século XII.”

Também o próprio rei D. Afonso Henriques, acompanhado por Egas Moniz e por um dos frades ligados à fundação do Mosteiro de Santa Cruz, marcou presença, em jeito de recriação histórica, para anunciar aquilo que os visitantes poderão encontrar durante a feira.

“Estamos no ano de 1131, ano em que o rei D. Afonso fixa residência na alcáçova do castelo, em Coimbra”, começou por enquadrar Egas Moniz.

Sobre o programa, o “aio del-Rei” revelou que os visitantes poderão assistir a diversos momentos de animação.

“Teremos a visitação régia e a sua fixação nesta que será a capital do reino durante largo tempo da primeira dinastia. Teremos combates épicos entre homens de armas, representações teatrais, rábolas, entremeses dos mais variados e, essencialmente, muita animação e boa gastronomia.”

Além dos espetáculos, haverá oficinas para todas as idades.

“Há muitas oficinas didáticas e pedagógicas sobre as mais variadas utilidades em uso na Idade Média, sobretudo a caligrafia.”

A recriação histórica irá revisitar alguns dos episódios mais marcantes da vida do primeiro rei de Portugal.

“Haverá recriação histórica, teatralizando os episódios mais marcantes de Coimbra e de El-Rei D. Afonso Henriques.”

No final da entrevista, o convite foi deixado em tom bem-humorado e fiel ao espírito medieval.

“Vinde, que bem-vindos sereis. E se não vierdes… ide para o raio que vos parta”, conclui assim Egas Moniz.

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