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“PURO ÓDIO PESSOAL”: CRISTINA FERREIRA NÃO PARA DE SER BOMBARDEADA COM CRÍTICAS

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 semanas atrás em 24-04-2026

Imagem: Facebook

Cristina Ferreira tem vivido dias de grande pressão mediática depois das declarações feitas a 14 de abril, no programa Dois às 10, da TVI, no âmbito de uma rubrica sobre um caso de alegada violação.

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A partir desse momento, a apresentadora ficou no centro de uma forte polémica que gerou indignação nas redes sociais, mais de três mil queixas na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), possibilidade de queixa-crime por parte dos pais da vítima, artigos de opinião críticos, cartas abertas e vários debates em televisão.

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O caso ganhou ainda mais dimensão quando o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) anunciou também a intenção de apresentar uma queixa. A apresentadora foi criticada por várias figuras públicas, incluindo profissionais da televisão, do meio académico, da política, psicólogos e juristas.

A polémica surgiu durante a rubrica Crónica Criminal, quando Cristina Ferreira comentava um caso envolvendo quatro jovens acusados de violar uma menor e de filmar o ato. Foi nesse contexto que afirmou: “Mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve?! É claro que tem de ouvir… mas alguém entende aquele: ‘Não quero mais!’?”, palavras que rapidamente se tornaram virais e alvo de forte contestação pública.

As reações negativas não se ficaram pelas redes sociais e rapidamente chegaram a figuras públicas. Catarina Furtado foi uma das primeiras a reagir, escrevendo que “o que foi dito veio de um lugar onde não existe, de facto, a noção do impacto absolutamente nocivo que pode ter a formulação de uma pergunta”, acrescentando ainda que “comentar temas de cidadania e direitos humanos exige preparação e informação rigorosa”.

Também Andreia Rodrigues criticou a abordagem, defendendo que “há temas que não podem ser relativizados” e sublinhando que “há ‘nãos’ que não têm de ser ditos, porque estão implícitos”.

O ator Jorge Corrula foi mais direto ao aconselhar a apresentadora: “Podias ter consciência que erraste ou ter alguém contigo com bom senso para dizer que erraste e corrigir, isso seria uma grande lição”.

Por sua vez, Sara Norte, que revelou ter sido vítima de violação, considerou Cristina Ferreira “machista” e “uma mulher que não é muito inteligente”. Já Paula Lobo Antunes deixou uma das críticas mais duras: “Se até um cão se consegue controlar, quatro rapazes também conseguem. Não é não”.

Perante a polémica e as mais de 3300 queixas apresentadas à ERC, a TVI foi a primeira a reagir em defesa da sua apresentadora, lamentando “o tom, a descontextualização e a manipulação grosseira das palavras proferidas”, criticando ainda “a forma como a ofensa se propaga nas redes sociais sem controlo”.

Cristina Ferreira só reagiu dois dias depois, garantindo: “Rejeito e considero injustificável qualquer forma de crime ou abuso”. A apresentadora afirmou ainda que nunca teve intenção de justificar qualquer comportamento ilícito nem de diminuir o sofrimento da alegada vítima, considerando estar a ser alvo de “um exercício de puro ódio pessoal”.

Face ao novo episódio, admite-se que a ERC possa avaliar uma eventual reincidência, o que poderá levar a sanções para a apresentadora e para a estação televisiva.

Em consequência da polémica, Cristina Ferreira terá perdido cerca de nove mil seguidores nas redes sociais em poucos dias.

A controvérsia surgiu num momento em que a apresentadora promovia uma nova parceria da sua marca Gira com as lojas Wells, apresentada como “o lançamento do ano”. No entanto, a campanha acabou por ser ofuscada pela polémica e alvo de críticas nas redes sociais, com vários utilizadores a ameaçarem boicotar a marca.

Entre os poucos apoios públicos, Cristina Ferreira tem contado com a equipa do programa Dois às 10, com o apresentador Cláudio Ramos e com a sua agente, Inês Mendes da Silva.

Entretanto deu uma entrevista no Jornal da TVI onde deu o seu veredicto.

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