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Coimbra

Presidente de Montemor-o-Velho revoltado com encerramento de balcão da CGD em Arazede

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O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho manifestou-se hoje “profundamente revoltado” pelo encerramento da agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Arazede e com a transferência de contas de clientes para uma filial no concelho de Cantanhede.

Em declarações à agência Lusa, Emílio Torrão, eleito pelo PS, disse que o banco público “não tem o mínimo respeito” pelos clientes da CGD de Arazede – a maior freguesia daquele município do distrito de Coimbra, onde residem cerca de cinco mil pessoas, “mais do que em muitos concelhos” – cuja agência encerra hoje.

“A Caixa presta um serviço público e não pode desrespeitar as pessoas desta maneira. De forma lamentável e vergonhosa, transferiu as contas das pessoas de Arazede para a Tocha [povoação localizada a cerca de 12 quilómetros, já no vizinho concelho de Cantanhede], sem lhes pedir opinião e sem lhes dar opção”, argumentou o autarca.

“Estamos a falar de uma população maioritariamente idosa que utiliza o atendimento presencial, que não vai ao computador, nem à internet, e que agora tem de se deslocar para um concelho vizinho”, acrescentou.
Emílio Torrão disse ainda que a autarquia não foi informada da intenção da CGD de encerrar o balcão de Arazede: “Não fui ouvido nem achado, soubemos pelas pessoas”, frisou, reservando para breve uma tomada de posição cujos contornos, para já, não revela.

Já Nuno Cardoso, da concelhia do PCP de Montemor-o-Velho, que hoje realizou uma ação de protesto e esclarecimento da população junto ao balcão da CGD de Arazede, frisou que o banco público “apanhou os habitantes de surpresa” com a transferência para a Tocha.

“As pessoas souberam muito em cima da hora e pelos funcionários do banco. Estão indignadas, a Caixa é um banco público muito importante e está a obrigar uma população já com problemas de mobilidade a mais deslocações”, argumentou.

Nuno Cardoso, que reside naquela povoação de Montemor-o-Velho, lembrou que a freguesia, nos últimos anos, “perdeu acesso” a serviços públicos desde o encerramento da escola primária da localidade até à redução de serviços prestados pelos CTT, “que hoje está reduzido a um pequeno balcão”.

“Esta decisão [de encerrar o balcão da CGD] enfraquece a Caixa Geral de Depósitos, porque as pessoas têm-na como um banco público forte, que aposta na proximidade e afinal está cada vez mais afastado das pessoas”, sustentou o dirigente local do PCP.

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