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Piloto de Vila Nova de Poiares Gonçalo Henriques abandona Rali da Madeira após despiste e promete regressar “mais forte”
O piloto de Vila Nova de Poiares, Gonçalo Henriques, ficou fora do Rali da Madeira depois de um forte embate num muro, numa curva lenta onde a equipa perdeu a frente do Hyundai.
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“Como já devem saber por esta altura, estamos fora do Rali da Madeira, fruto de um embate forte no muro, numa curva lenta em que perdemos a frente”, começou por explicar Gonçalo Henriques, numa mensagem dirigida aos adeptos e apoiantes.
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O piloto natural de Vila Nova de Poiares sublinhou que o acidente “é uma coisa dos ralis, coisas que acontecem”, rejeitando que o desfecho represente o trabalho feito pela equipa. “Não é o reflexo do nosso trabalho, nem do trabalho de toda a equipa. Esforçámo-nos todos muito para que pudesse correr bem esta prova e para fazer um bom resultado para casa”, afirmou.
Apesar da desistência, Gonçalo Henriques deixou uma garantia: a equipa vai continuar a trabalhar para regressar mais competitiva nas próximas provas. “Infelizmente não foi desta, mas vamos preparar-nos bem para a próxima corrida. Queremos trazer um bom resultado para casa e sermos rápidos como temos sido nas outras provas”, destacou.
O piloto aproveitou ainda para agradecer o apoio da Hyundai, da equipa técnica, dos patrocinadores, amigos e adeptos, assumindo que este não era o resultado esperado. “Quero desde já pedir desculpa à Hyundai, a toda a equipa, aos nossos patrocinadores, amigos e apoiantes, porque certamente não era este o desfecho que eles também esperavam”, disse, garantindo que o objetivo passa por “trabalhar ainda mais para ser rápidos e consistentes nas outras corridas que faltam”.
A desistência de Gonçalo Henriques marcou uma das primeiras baixas de uma etapa do Rali da Madeira marcada por vários contratempos entre os candidatos à vitória.
O madeirense Miguel Nunes, ao volante de um Skoda Fabia e acompanhado por João Paulo, terminou a primeira etapa na liderança da prova, com uma vantagem de 15,2 segundos sobre Armindo Araújo, também em Skoda Fabia, que é o melhor classificado entre os pilotos que pontuam para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).
Miguel Nunes concluiu as oito classificativas realizadas, incluindo a superespecial de abertura, com o tempo de 1:11.40,4 horas, beneficiando dos problemas sentidos por alguns dos principais candidatos, como o britânico Kris Meeke, que sofreu um despiste na primeira classificativa do dia, o italiano Giandomenico Basso e o espanhol Diego Ruiloba.
Armindo Araújo, acompanhado por Luís Ramalho, realizou uma etapa de grande nível, sendo o mais rápido entre os concorrentes do CPR em seis das sete especiais disputadas. O piloto destacou a satisfação por estar na luta pelas primeiras posições da geral.
“Voltámos a andar num ritmo muito forte e estamos muito satisfeitos por estarmos a discutir as primeiras posições da geral. O nosso foco está no CPR, mas é motivador andarmos ao ritmo dos pilotos madeirenses, que sabemos serem muito difíceis de bater”, afirmou.
Rúben Rodrigues terminou a etapa no quarto lugar da geral e é o segundo melhor piloto entre os inscritos no Campeonato de Portugal de Ralis, enquanto Miguel Caires completa os cinco primeiros classificados.
A jornada ficou ainda marcada pelo despiste de José Pedro Fontes, ao volante de um Lancia Ypsilon, e pelo abandono de Gonçalo Henriques após a saída de estrada na primeira classificativa do dia.
A segunda e última etapa do Rali da Madeira disputa-se este sábado, com sete classificativas previstas e passagens por Ponta do Sol, Ponta do Pargo, Lameiros e Chão da Lagoa. O último troço, Lameiros 2, será a “power stage”, antes da cerimónia de pódio marcada para as 19h30, na Praça do Povo.
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