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Política

PCP alerta Marcelo Rebelo de Sousa para aumento do desemprego e “falências em massa”

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O PCP alertou hoje o Presidente da República para o risco de “falências em massa” de micro, pequenas e medias empresas (MPME) e o aumento do desemprego que pode atingir 15%, afirmou o secretário-geral dos comunistas.

Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas no parlamento, após uma audiência, por videoconferência, com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa sobre a renovação do estado de emergência para responder à pandemia de covid-19, medida que voltará a ter o voto contra da bancada do PCP, na quinta-feira, na Assembleia da República.

Na reunião de hoje, Jerónimo afirmou ter transmitido “uma preocupação”, com as falências e o aumento do desemprego, e “três prioridades” no combate à epidemia: mais rastreio, mais testagem e mais vacinação.

As “medidas de confinamento” são “inseparáveis do agravamento da situação económica e social” de onde se destacam “a ameaça de falências em massa de MPME, do crescente desemprego que globalmente já afeta globalmente 15% dos trabalhadores portugueses”, afirmou.

O líder comunista criticou ainda o Governo quanto ao que está a fazer para responder à crise, afirmando é preciso “mais do que anúncios atrás de anúncios”, para a seguir não existir “a concretização de verbas para a proteção, para o apoio social e económico”.

Entre as três prioridades, o PCP insistiu nas prioridades das últimas semanas, no rastreio, com o “reforço das estruturas e equipas de saúde pública”, para um maior “levantamento e testagem” e aumentar o ritmo das vacinas, que tem de ser diversificadas.

A preocupação, neste capítulo, é que haja atrasos no calendário devido à falta de vacinas.

Já quanto ao sentido de voto, na quarta-feira, no parlamento, na renovação do estado de emergência, que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa admitiu prolongar até maio, a bancada do PCP manterá o “não”.

Como Jerónimo não nota um “um progresso para aliviar as medidas de confinamento e por o país a respirar e a trabalhar”, perante “uma situação idêntica, o voto é idêntico”, disse.

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