Diário da Saúde

Ordem dos Médicos quer testar resistência dos hospitais a catástrofes

Notícias de Coimbra | 2 meses atrás em 12-08-2026

A Ordem dos Médicos (OM) volta a alertar para a necessidade de reforçar a preparação dos hospitais portugueses para enfrentar sismos e outras catástrofes, defendendo a realização de uma avaliação nacional à resiliência das unidades de saúde.

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Em comunicado divulgado esta quarta-feira,12 de agosto, a OM manifestou solidariedade para com as vítimas do recente sismo na Colômbia e sublinhou que Portugal, por ser um país com risco sísmico, deve garantir que os hospitais continuam operacionais em situações de emergência.

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A estrutura liderada pelo bastonário Carlos Cortes considera essencial assegurar o funcionamento de serviços críticos, como urgências, cuidados intensivos e blocos operatórios, bem como garantir recursos fundamentais, incluindo energia de emergência, comunicações, abastecimento de água e oxigénio, medicamentos, sangue e sistemas de informação.

“A preparação dos hospitais para continuarem a prestar cuidados, mesmo em cenários extremos, é uma questão de segurança dos doentes e uma responsabilidade do Estado”, defende a Ordem dos Médicos.

A OM propõe uma avaliação nacional da resiliência hospitalar que envolva autoridades de saúde, Proteção Civil, INEM, hospitais, profissionais de saúde e especialistas técnicos. O objetivo é identificar vulnerabilidades, definir prioridades de investimento e assegurar planos eficazes de continuidade assistencial.

A instituição defende ainda a realização regular de exercícios de simulação para testar a articulação entre hospitais, emergência pré-hospitalar, bombeiros e restantes entidades responsáveis pela resposta a catástrofes.

O alerta surge meses depois de terem sido divulgadas informações que apontam para fragilidades em algumas infraestruturas hospitalares. Em abril, foi noticiado que apenas um dos três edifícios do futuro Hospital de Lisboa Oriental terá isolamento sísmico de base. Além disso, um estudo da FUNDEC, associação ligada ao Instituto Superior Técnico, concluiu que vários hospitais públicos de Lisboa e do Algarve poderiam ficar inoperacionais na sequência de um sismo de grande magnitude.

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