Justiça
O rosto da filha assassina que escondeu o corpo da mãe: Sandra Gregório finge ser homem para fugir
Imagem: CMTV
Uma grua foi mobilizada para retirar o corpo de uma mulher de 58 anos que foi encontrado enterrado num canteiro da varanda da sua própria casa, em Olhão.
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A vítima, identificada como Rogélia Dimas, de 58 anos, foi localizada pela Polícia Judiciária (PJ) com sinais evidentes de morte violenta, revela o Correio da Manhã.
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O caso levou à detenção da filha da vítima, Sandra Gregório, de 40 anos, fortemente indiciada pela prática de um crime de homicídio qualificado. A detenção aconteceu a 15 de julho, em Olhão, pela Diretoria do Sul da Polícia Judiciária.
Segundo a PJ, a investigação começou depois de ter sido comunicado o desaparecimento da mulher de 58 anos por uma pessoa próxima da vítima. As autoridades acabaram por reunir “suporte probatório sólido” que permitiu identificar a filha como a alegada autora do crime e localizá-la na cidade algarvia.
A vítima vivia sozinha, mas nos últimos tempos a filha tinha passado a residir com ela. De acordo com a investigação, existia entre ambas um “clima de conflito e discussão” que era conhecido socialmente.
Depois do homicídio, Sandra Gregório terá tentado alterar a sua aparência física, procurando dificultar a identificação e preparando-se para abandonar a região. A suspeita terá mesmo tentado disfarçar-se de homem antes de ser localizada pelas autoridades.
A mulher detida tinha antecedentes criminais e encontrava-se evadida do estabelecimento prisional onde cumpria pena por um crime de violência doméstica. Segundo a PJ, estava em liberdade precária desde janeiro de 2024.
O corpo de Rogélia foi encontrado ocultado num canteiro da varanda da residência, numa tentativa de esconder o crime. Para remover o cadáver do local foi necessária a utilização de uma grua, devido às condições em que se encontrava enterrado.
A suspeita será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação. O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro.
A Polícia Judiciária sublinha que a investigação prossegue para apurar todas as circunstâncias do homicídio.
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