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O doce em forma de pinha de Montemor-o-Velho que poucos conhecem mas que já é um clássico delicioso
A Pinha de Montemor, um pequeno bolo moldado em forma de pinha, integra a tradição doceira da região de Coimbra e reforça a ligação entre património local e iniciativa comunitária.
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Segundo a Carta Gastronómica da Região de Coimbra, este doce representa uma criação relativamente recente, mas já consolidada no panorama regional.
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De acordo com a mesma fonte, trata-se de “um pequeno bolo de massa enformada com o formato de pinha”, que surge como “o contributo para a doçaria local mais recente deste concelho”. A sua origem está associada a um grupo de representantes da comunidade ligados à Associação Fernão Mendes Pinto, que desenvolveram o produto no âmbito da sua atividade associativa.
A sua consolidação como produto regional deu-se após um processo de formalização: “foi em 1997 que se finalizou o seu registo, passando desde essa ocasião a ser produzidas exclusivamente pela Associação Fernão Mendes Pinto”, destaca a Carta Gastronómica. Desde então, o doce passou a ser reconhecido como especialidade local.
A Pinha de Montemor apresenta-se em diferentes formatos — “três tamanhos distintos: grande, médio e miniatura” — e pode ser adquirida através de canais ligados à associação, incluindo o Empreendimento Hoteleiro Cadeia Velha, bem como em cafés e pastelarias da região. A sua circulação “extrapola o concelho”, sendo hoje também encontrada fora de Montemor-o-Velho.
Ainda assim, mantém forte ligação territorial, estando “vinculada à União de Freguesias de Montemor-o-Velho e Gatões”, sublinhando a sua identidade enraizada na comunidade local.
Para fazer a massa precisa de casca de limão, farinha, manteiga, raspa de limão e canela. Quanto ao recheio: água, açúcar e ovos.
Para confecionar, deve misturar a masse e a casca de limão, a água e o açúcar. Quando este estiverem no
ponto, adicionar os ovos até obter uma consistência espessa. As formas apresentam-se em macho e fêmea para encaixarem sem derramar para o exterior. Rechear as formas (macho e fêmea) e levar ao forna
a cerca de 280 graus por 30 minutos. Desenformar ainda em quente. Todo o processo é moroso. Entre
a preparação da massa e do recheio até à retirada das pinhas das formas são necessárias cerca de
duas horas, explica.
A Pinha de Montemor afirma-se assim como um exemplo de continuidade entre tradição associativa e inovação gastronómica, integrando o património doceiro da região de Coimbra com reconhecimento crescente.
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