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Coimbra

Morreu Veiga Simão

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O antigo ministro da Educação e da Defesa Veiga Simão morreu hoje aos 85 anos, no Hospital dos Lusíadas, vítima de doença prolongada, disse à agência Lusa fonte familiar.

O corpo do último ministro da Educação do Estado Novo estará hoje em câmara ardente na igreja de São João de Deus e o funeral realiza-se no domingo para o cemitério do Alto de São João.

Licenciado em Físico-Química pela Universidade de Coimbra e doutorado em Física Nuclear na Universidade de Cambridge, Veiga Simão foi professor e reitor da Universidade de Lourenço Marques na década de 1960.

Foi o último ministro da Educação antes do 25 de Abril, tendo lançado uma profunda reforma no ensino que ficou conhecida como a “reforma Veiga Simão”.

 Autor da reforma do ensino na década de 70, José Veiga Simão, que hoje morreu aos 85 anos, vítima de doença prolongada, foi professor universitário e político, três vezes ministro e embaixador de Portugal nas Nações Unidas.

Nascido a 13 de fevereiro de 1929, na Guarda, José Veiga Simão licenciou-se em Ciências Físico-Químicas pela Universidade de Coimbra e tinha um doutoramento em Física Nuclear, pela Universidade de Cambridge, Cavendish Laboratory, e em Ciências Físico-químicas, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.

Veiga Simão foi reitor da Universidade de Lourenço Marques (atual Maputo) em 1963 e, depois de regressar a Portugal, em 1970, assume o cargo de ministro da Educação Nacional, que abandona com o 25 de Abril de 1974.

Foi o último ministro da Educação antes da Revolução dos Cravos, tendo lançado uma profunda reforma no ensino que ficou conhecida como a “reforma Veiga Simão”, e foi responsável pela criação das universidades do Minho e Aveiro, em 1973.

Entre 1974 e 1975, foi embaixador de Portugal nas Nações Unidas, altura em que viveu nos Estados Unidos e foi ‘visiting fellow’ da Universidade de Yale.

Três anos depois, José Veiga Simão assume a presidência do Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, cargo que exerce até 1983. Neste mesmo ano, volta à vida política pelas mãos do Partido Socialista (PS), ao ser eleito deputado pelo distrito da Guarda. É nomeado ministro da Indústria e Energia no Governo de Mário Soares, cargo que exerce até 1985.

Mais de dez anos depois, em 1997, António Guterres nomeia-o ministro da Defesa Nacional. Veiga Simão sai do cargo dois anos depois, após a polémica sobre o envio de um conjunto de documentos sobre os serviços secretos portugueses, em que constava uma lista completa de 69 elementos operacionais.

Entre as várias condecorações que recebeu, destaque para a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1986), Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública (1991) e Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (1992).

O funeral de Veiga Simão realiza-se no domingo para o cemitério do Alto de São João.

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