Numa antiga escola primária de Foz de Arouce, na Lousã, nasceu em 2019 o Momo – Museu do Circo. Um projeto do palhaço alemão Detlef Schaff e da atriz Eva Cabral que atrai cada vez mais visitantes a este território.
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O projeto nasceu do desejo de “fixar” o circo — tradicionalmente itinerante — num território de baixa densidade, valorizando o património circense e criando um polo cultural e turístico único a nível nacional.
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A ambição de Detlef Schaff e Eva Cabral, fundadores da Companhia Marimbondo, foi concretizada em fevereiro de 2019, altura em que teve lugar a assinatura do protocolo com a Câmara Municipal da Lousã.
Com a recuperação da antiga escola primária de Foz de Arouce, foi possível dispor de salas expositivas com figurinos, cartazes, objetos e adereços de companhias e famílias circenses (ex.: Cardinali, Chen, Batatoon), incluindo uma área dedicada ao circo português.
Dois palcos (interior e exterior), uma pequena biblioteca especializada, um ecrã de cinema ao ar livre e uma tenda de rua, reforçam a dimensão performativa do espaço, a que juntam espetáculos e apresentações mensais que vão desde a magia à música, residências, oficinas e encontros.
Clique nas imagens do Momo














O nome Momo remete, como explicaram os fundadores Eva Cabral e Detlef Schaff, para a figura da sátira na Grécia antiga e, em português, para “momices” (palhaçadas, disparates), alinhando com o espírito lúdico e crítico do circo.
Em 2025, o espaço – que tem entrada gratuita – contou com a presença de 2.000 visitantes. Um número que agrada aos responsáveis, até porque como explicou Eva Cabral, cada visita é orientada para quem pretende conhecer melhor o projeto. “Queremos contar-lhes de onde é que vem toda esta enorme história do circo, aprender a fazer malabarismo, quem é que é o pai do circo moderno”, afirmou.
Um trabalho que garante ao museu lousanense “inscrever-se no mapa do circo em toda a Europa”, disse Detlef Schaff.
Satisfeito com o trabalho realizado pela companhia e pelo museu está o presidente da câmara da Lousã. Victor Carvalho mostrou-se surpreendido com a crescente adesão do público lousanense e nacional, já que em cada evento promovido tem sido também crescente o número de cidadãos estrangeiros a aderir.
O Xarivari, que se realiza entre 21 e 23 de agosto, é um dos exemplos, mas ao longo do ano são outras as propostas destes dois fundadores da Marimbondo. Festival Internacional de Curtas de Circo ou o Festival Internacional das Marionetas do Centro são alguns dos exemplos.
Veja o Direto NDC com Victor Carvalho
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