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Política

Miguel Mattos Chaves anuncia desfiliação do CDS-PP

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O conselheiro nacional do CDS-PP Miguel Mattos Chaves, que foi candidato a presidente e líder da concelhia da Figueira da Foz, desfiliou-se do partido por não se sentir útil, “sobretudo depois do último congresso”.

“Dirijo-me hoje a vós pelo facto de, depois de ter estado vários meses em reflexão, ter chegado à conclusão e decidido que era chegada a hora de pedir a minha desfiliação do CDS-Partido Popular, com efeitos a partir do dia 30 do corrente mês”, escreve o dirigente numa carta de desfiliação endereçada na quarta-feira ao presidente do partido, Nuno Melo, e ao secretário-geral, Pedro Morais Soares.

Na missiva enviada hoje à agência Lusa, Miguel Mattos Chaves refere que “sempre” respondeu quando foi chamado a prestar serviço pelo partido e fê-lo “com o propósito de contribuir positivamente”.

“Colaborei sempre quer como simples militante de base, quer como diretor de marketing do CDS, quer como congressista em vários congressos, quer como membro de quatro comissões políticas nacionais, quer como membro de quatro conselhos nacionais, quer como presidente da Concelhia da Figueira da Foz, em dois mandatos, quer como candidato às câmaras municipais do Crato, de Arruda dos Vinhos, de Anadia e Figueira da Foz e até me dispus em 2005 e 2022 a candidatar-me à presidência do partido, sempre com o propósito de dar o meu contributo para a discussão política e para a escolha dos caminhos a seguir pelo partido”, elenca.

Mas refere que, “já há vários meses, mas sobretudo depois do último congresso de Guimarães”, a situação mudou.

“Verifiquei que, por razões que me são alheias, já não me sinto útil”, indica.

Miguel Mattos Chaves aponta que sai de “consciência tranquila e com o sentimento de ter cumprido” o seu “dever para com o CDS-PP”.

“Várias vezes afirmei publicamente que o meu principal partido é Portugal e que os partidos políticos ou são um instrumento eficaz para o engrandecimento do país e um instrumento sentido e real para a melhoria das condições de vida dos portugueses, ou não servem para nada. Sempre tive para mim um lema que segui e que sigo: – Os lugares políticos são temporários e são de serviço à comunidade”, defende, referindo que não se agarrou a lugares.

O dirigente termina a carta desejando “tudo de bom” a Nuno Melo e Pedro Morais Soares, tanto na vida pessoal como política.

Mattos Chaves apresentou-se ao último congresso do CDS-PP, em abril deste ano, como candidato à liderança, tendo a sua moção sido uma das quatro a votação, recolhendo 104 votos (9%).

Apesar de falhar a eleição para a liderança, nessa reunião magna o dirigente foi eleito para o Conselho Nacional.

Nesse congresso, o eurodeputado Nuno Melo foi eleito presidente do CDS-PP, sucedendo a Francisco Rodrigues dos Santos, que se demitiu na sequência dos resultados eleitorais das últimas legislativas (em janeiro), que afastaram o partido do parlamento pela primeira vez em democracia.

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