Um laudo necroscópico revelou que uma menina de cinco anos, identificada como Maria Clara Aguirre Lisboa, poderá ter sido enterrada ainda com sinais de vida, num caso de homicídio ocorrido em Itapetininga, no estado de São Paulo, Brasil.
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Segundo a investigação, a criança foi morta pela mãe e pelo padrasto, que se encontram detidos e já terão confessado o crime. O corpo foi encontrado em outubro de 2025, enterrado numa cova rasa e posteriormente coberto com cimento no quintal da habitação onde vivia com os suspeitos.
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De acordo com o relatório do Instituto Médico Legal, havia vestígios de terra na traqueia da vítima, o que indica que ainda respirava no momento em que foi enterrada. O exame aponta ainda sinais de traumatismo craniano, compatíveis com agressões anteriores à ocultação do corpo, refere a G1.
A Polícia Civil refere que a criança terá sido morta no final de setembro de 2025 e que o corpo permaneceu escondido durante cerca de 20 dias. A avó paterna chegou a reportar o desaparecimento à polícia e ao Conselho Tutelar, após vários contactos com a mãe da criança terem sido interrompidos.
A investigação apurou ainda que o casal terá tentado ocultar o crime, tendo o corpo sido concretado no local onde foi enterrado. Ambos foram detidos e aguardam julgamento, podendo responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A audiência de instrução está marcada para maio de 2026 e poderá determinar a ida do casal a julgamento em tribunal coletivo.
O caso gerou forte comoção no Brasil, estando ainda em investigação pelas autoridades judiciais.
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