O município de Penacova, no interior do distrito de Coimbra, recebe em outubro a 3.ª edição da Bienal de Música do Mosteiro de Lorvão, com uma programação que inclui concertos e palestras, de entrada livre, anunciou a autarquia.
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Em nota de imprensa hoje enviada à agência Lusa, o município informou que a Bienal terá a sua cerimónia de abertura oficial e espetáculo inaugural – um concerto de órgão de tubos por João Henriques e atuação do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra – no Mosteiro de Lorvão, na vila com o mesmo nome, em 02 de outubro, pelas 21:30.
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No fim de semana seguinte, que inclui o feriado de 05 de outubro (uma segunda-feira), a programação da bienal cruza-se com a da 5.ª Mostra Nacional de Doçaria Conventual.
Num sábado, 03 de outubro, decorre, a partir das 21:30, o Encontro Internacional de Coros e no domingo o palco do mosteiro recebe, para um concerto a solo, pelas 18:00, o cabeça de cartaz da presente edição, o pianista e compositor Mário Laginha.
Em 5 de outubro, também às 18:00, a proposta musical passa por um concerto coral-sinfónico, denominado “Aurora”, pelo Coro Vox et Communio, Coro Misto da Universidade de Coimbra e Associação de Saxofones do Dão.
Reunindo propostas “que vão da música erudita e de câmara, aos recitais no monumental órgão de tubos de Lorvão”, a terceira edição da iniciativa estende-se, este ano, até 31 de outubro.
“A Bienal de Música de Lorvão é hoje um projeto incontornável na valorização do património material e imaterial do nosso concelho. Ao abrirmos as portas do Mosteiro de Lorvão à música de excelência, ao conhecimento e à doçaria secular, estamos a democratizar o acesso à cultura e a impulsionar o turismo de experiência e a economia local”, frisou, citado na nota, o presidente da Câmara de Penacova, Álvaro Coimbra.
O programa musical continua nos fins de semana seguintes com um concerto de fagote e cravo, com Pedro Martinho e Júlio Dias (10 de outubro), um recital de órgão de Ricardo Toste (17 de outubro) ou a música de câmara do Quarteto Chalumeau (24 de outubro).
O encerramento, agendado para dia 31, conta com um espetáculo do Punctum Saxophone Quartet, que, horas antes, conduzirá um ‘workshop’ pedagógico dirigido aos músicos das bandas filarmónicas de Lorvão, Penacova e São Pedro de Alva.
No fim de semana inaugural, para além da “degustação de doces tradicionais dos vários pontos do país”, o recinto da festa terá dinamização contínua, com ‘workshops’ da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, oficinas de recriação da manufatura do palito pelo Grupo Etnográfico de Lorvão, um passeio de 30 veículos clássicos (em 04 de outubro), rastreios de saúde por alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e a apresentação ao vivo do novo bombom conventual “Pecado do Convento”, pela Cavalo Azul, no feriado de 05 de outubro.
“Para as famílias e os mais novos, haverá diariamente, nos claustros do mosteiro, oficinas criativas dinamizadas pela Penaparque, espaço de leitura e ‘Hora do Conto’ com a Biblioteca Municipal de Penacova e sessões de cinema infantil promovidas pelo Auditório Municipal de Penacova”.
Já o ciclo de palestras terá três sessões, com inscrição prévia obrigatória, a primeira das quais, pelas 17:00 de 03 de outubro – “O órgão histórico do Mosteiro do Lorvão: no advento da organaria portuguesa de 1800”, pelo professor doutor João Vaz – versa sobre as especificidades do monumental instrumento de quatro mil tubos.
No dia seguinte, pelas 16:00, é a vez do historiador João Pedro Gomes proferir a palestra “Saberes seculares. As técnicas, os preceitos e os segredos culinários mais antigos da doçaria portuguesa”, com intervenção artística do Grupo Etnográfico de Lorvão.
Por último, em 05 de outubro, a investigadora Paula Barata Dias aborda o tema “Esculpir o açúcar: a dimensão plástica e estética da doçaria conventual”.
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