A Marcha da Freguesia de Vila Nova, em Miranda do Corvo, não vai sair à rua este ano. A confirmação foi dada através de um comunicado divulgado nas redes sociais, onde explica as razões para a interrupção do projeto.
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Segundo a nota, “a Marcha da Freguesia de Vila Nova não vai sair à rua”, depois de vários contactos de outras marchas no sentido de possíveis intercâmbios.
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Segundo a publicação, reconhece que, apesar da vontade em manter a iniciativa, a Junta não conseguiu garantir a preparação a tempo. No comunicado pode ler-se que “a entidade organizadora (…) apesar de afirmar que continua com vontade de manter esta Marcha, não conseguiu organizar atempadamente todo o processo, deixando assim cair esta organização”.
Criada em 2019, a Marcha de Vila Nova tem marcado presença anual, com exceção dos anos da pandemia. Ao longo dos anos, envolveu um grupo alargado de participantes e voluntários, num projeto que a organização descreve como resultado de “vontades e querer fazer”, destacando o espírito de entreajuda e dedicação de todos os envolvidos.
O comunicado das marchas sublinha ainda o esforço contínuo necessário para manter a iniciativa, referindo que “foram muitos anos de trabalho árduo, de pessoas que se dedicaram de corpo e alma a este projeto”, valorizando o empenho dos marchantes e dos grupos de trabalho.
No entanto, a organização aponta também falhas no planeamento e na articulação interna. Segundo o mesmo texto, “uma marcha popular exige compromisso, planeamento e respeito pelo trabalho de todos os envolvidos. Infelizmente, esses pressupostos não foram assegurados”, referindo ainda o “esquecimento de reuniões previamente agendadas” e a “evidente falta de interesse” como fatores determinantes para a impossibilidade de continuidade.
O comunicado termina com um tom de despedida deste ciclo, afirmando: “Encerramos, com tristeza, o capítulo da Marcha Popular de Vila Nova”, deixando ainda um agradecimento a todos os que têm mantido contacto e apoio ao longo dos anos.
Já a Junta de Freguesia emitiu um comunicado a esclarecer a situação onde nega a responsabilidade. Reconhece falhas, assume parte da responsabilidade, mas rejeita ser o único responsável pela situação. “Reconhecemos que poderão ter existido falhas, as quais assumimos com responsabilidade. No entanto, não podemos aceitar que nos seja imputada a totalidade da responsabilidade por uma situação que resulta de um conjunto mais alargado de fatores”, afirma.
(notícia atualizada às 11:35 do dia 15 de abril)
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