A polícia britânica estará a avaliar a possibilidade de levar o principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann a julgamento no Reino Unido, 19 anos após o caso que marcou a Europa.
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A informação foi avançada pela GB News, com base em dados previamente revelados pelo The Telegraph.
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De acordo com os jornais, a Metropolitan Police Service acredita que poderá existir prova suficiente para acusar Christian Brueckner de rapto e homicídio, permitindo eventualmente levá-lo a tribunal em território britânico.
Fontes citadas pela imprensa indicam que, caso não seja possível a extradição, as autoridades poderão avançar com um processo alternativo, apresentando acusações na Alemanha ou em Portugal.
Brueckner, de nacionalidade alemã, foi identificado como principal suspeito em 2020 enquanto cumpria pena por outros crimes na Alemanha. Ele viveu perto da Praia da Luz, no Algarve, a cerca de 1,5 km do local onde Madeleine desapareceu em 2007.
Apesar de o caso continuar oficialmente classificado como investigação de pessoa desaparecida, a polícia britânica mantém uma equipa reduzida de investigadores a reunir provas para uma eventual acusação formal por rapto e homicídio.
Segundo uma fonte policial citada pelo The Telegraph, existe a intenção de reforçar o processo com provas sólidas antes de qualquer decisão judicial: a prioridade seria construir um caso forte o suficiente para sustentar um julgamento.
O comissário da polícia londrina, Mark Rowley, já tinha admitido anteriormente que a extradição está a ser considerada, destacando que o homicídio de cidadãos britânicos pode, em certas circunstâncias, ter enquadramento legal para ser julgado no Reino Unido.
No entanto, o processo poderá enfrentar obstáculos legais, uma vez que a Alemanha não extradita os seus cidadãos para fora da União Europeia, o que poderá obrigar a alternativas judiciais entre países.
O caso de Madeleine McCann continua, assim, a ser um dos mais mediáticos e complexos da investigação criminal europeia, com novos desenvolvimentos ainda em análise pelas autoridades.
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