A tradição do artesanato ganhou uma versão bem-humorada e original na Expofacic, onde Luís Bardote mostra como a arte de trabalhar o vime pode dar origem às mais inesperadas criações.
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Luís começou a trabalhar este material ainda criança, seguindo os passos do pai. “Tinha nove anos”, contou, explicando que foi precisamente o pai quem lhe ensinou a arte. A tradição familiar mantém-se até hoje, com o artesão a trabalhar numa pequena oficina em casa e a receber encomendas de clientes, incluindo do estrangeiro.
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Entre cabazes, garrafas, cestos e candeeiros, há também espaço para peças mais invulgares. Uma delas é um recipiente feito em verga, que demora cerca de uma hora a produzir. “É para cá de dobrar a verga”, explicou Luís, referindo-se à necessidade de manter o material húmido durante o processo.
Mas a peça que mais chamou a atenção foi uma criação inspirada numa tradição das festas populares: o chamado “metro de cerveja”. Em vez da habitual tábua comprida com vários copos, Luís encontrou uma solução diferente, aproveitando um pneu e adaptando-o para transportar as bebidas.
A ideia surpreendeu até quem está habituado à tradição. “Está muito original e é mais fácil até transportar”, comentou um dos visitantes, José Fonseca, que reconheceu a criatividade da peça.
Além do artesanato, o casal entrevistado revelou que regressou à Expofacic depois de já ter estado no recinto na noite anterior. O objetivo desta vez era assistir ao concerto dos M80 e voltar a desfrutar das tasquinhas, depois de uma primeira noite em que, como brincaram, o jantar ficou envolto em “segredos”.
A Expofacic continua assim a juntar tradição, criatividade e convívio, com o artesanato a revelar que até um simples pneu pode ganhar uma segunda vida — e, neste caso, servir para transportar cerveja.
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