A Junta de Freguesia de Vila Nova, em Miranda do Corvo, emitiu um comunicado a esclarecer a recente polémica gerada em torno das Marchas Populares, negando responsabilidade.
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Em resposta às críticas e dúvidas levantadas, o executivo começa por lamentar a forma como a situação foi tornada pública.
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Segundo o mesmo esclarecimento, já tinha sido divulgado um comunicado anterior a dar conta da não realização do evento este ano. “Relembramos que já havia sido emitido um comunicado oficial, no passado dia 28 de fevereiro, informando que as Marchas Populares de Vila Nova não se realizariam no presente ano”, recorda a Junta.
O executivo mostra ainda estranheza perante novas publicações online: “Não compreendemos, por isso, o fundamento para a divulgação de novos comunicados nas redes sociais, especialmente quando estes mencionam uma alegada organização por parte da Junta de Freguesia, sendo que o Executivo atual não tem qualquer acesso às referidas plataformas”.
A Junta de Freguesia contextualiza também a sua recente tomada de posse, referindo dificuldades internas que condicionaram a sua atuação. “Este Executivo tomou posse no dia 30 de outubro de 2025, tendo desde então enfrentado diversos desafios e problemas internos, muitos dos quais já se encontram resolvidos ou em fase de resolução”, lê-se.
Reconhecendo falhas, o executivo assume parte da responsabilidade, mas rejeita ser o único responsável pela situação. “Reconhecemos que poderão ter existido falhas, as quais assumimos com responsabilidade. No entanto, não podemos aceitar que nos seja imputada a totalidade da responsabilidade por uma situação que resulta de um conjunto mais alargado de fatores”, afirma.
O comunicado aponta ainda a falta de estrutura na organização das marchas nos últimos anos. “Salientamos ainda que as Marchas Populares vinham sendo asseguradas por um número muito reduzido de intervenientes, sem uma estrutura de continuidade que permitisse a sua fácil reorganização”, refere.
Acrescenta ainda que não houve uma transição adequada entre executivos. “Acresce que não houve uma transição devidamente estruturada nem comunicação atempada por parte dos responsáveis anteriores relativamente à necessidade de preparação e organização”, indica.
Apesar disso, a Junta garante que tentou reativar a iniciativa. “Houve, por parte da Junta de Freguesia, uma tentativa de reativar as marchas, a qual, infelizmente, não teve sucesso nas condições existentes”, admite.
Por fim, o executivo demarca-se das informações que têm circulado online. “A Junta de Freguesia de Vila Nova não se revê nos conteúdos recentemente divulgados nas redes sociais, nem valida comunicações associadas a uma organização que não controla nem gere”, conclui.
Ainda assim, a autarquia deixa uma mensagem de abertura para o futuro, garantindo disponibilidade para iniciativas locais: “A Junta de Freguesia continuará, como sempre, disponível para colaborar com todas as iniciativas que valorizem a nossa freguesia, desde que exista diálogo, transparência e responsabilidade partilhada”.
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