Coimbra
José Manuel Silva regressa de férias e dispara em todas as direções: Turismo, MetroBus e IMI na mira
Depois de umas férias que classificou como “excelentes”, o vereador da oposição José Manuel Silva regressou esta segunda-feira, 7 de setembro, à reunião do executivo da Câmara Municipal de Coimbra sem poupar críticas à gestão de Ana Abrunhosa.
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Na intervenção realizada no período antes da ordem do dia, o antigo presidente da autarquia apontou baterias ao turismo, à mobilidade na Baixa da cidade e à política fiscal do atual executivo, deixando mesmo um aviso sobre um eventual aumento do IMI.
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A primeira crítica foi dirigida ao setor do turismo. José Manuel Silva afirmou que os meses de verão ficaram aquém das expectativas e acusou o executivo socialista de não ter uma estratégia para uma das áreas que considera fundamentais para o concelho.
“Os meses de julho e agosto foram dececionantes para Coimbra, enquanto em outras zonas do país se verificou um crescimento turístico”, afirmou.
O vereador destacou os resultados alcançados noutras regiões, apontando o exemplo da Mata do Bussaco e do Alentejo, para sustentar que “com trabalho e estratégia, é possível alcançar bons resultados”.
Num dos momentos mais duros da intervenção, José Manuel Silva afirmou que “a palavra turismo não aparece uma única vez no programa eleitoral da presidente Ana Abrunhosa”, concluindo que tal demonstra uma alegada “ausência de conhecimento, preocupação, estratégia e objetivos”.
O antigo autarca foi ainda mais longe ao considerar que, até ao momento, “o atual executivo é um deserto de ideias e ações orientadas” para o turismo.
José Manuel Silva fez questão de sublinhar que considera o MetroBus uma “mais-valia para a Baixa e para Coimbra”, afirmando que o sucesso da utilização do sistema vem dar razão ao trabalho desenvolvido pelo anterior executivo.
Contudo, contestou fortemente as alterações na circulação automóvel e nos transportes públicos.
“É inteiramente desnecessária e prejudicial a impensável extensão do corte no trânsito automóvel e o corte drástico no serviço dos SMTUC”, afirmou.
O vereador garantiu ainda que o modelo agora implementado não corresponde ao que estava previsto durante o seu mandato.
“Não era isto que o nosso executivo tinha em preparação, que fique bem claro”, frisou, acrescentando que estava prevista a circulação automóvel em sentido ascendente na Avenida Sesnando Davides.
A terceira frente de ataque incidiu sobre a fiscalidade municipal.
José Manuel Silva mostrou-se surpreendido por a ordem de trabalhos não incluir ainda qualquer proposta relativa ao valor do IMI para o próximo ano, levantando dúvidas sobre as intenções do executivo.
“Esta ausência levanta a suspeição de que a Sra. Presidente se possa preparar para propor um aumento do IMI numa próxima reunião da Câmara. Esperamos que isso não aconteça”, declarou.
Em resposta o vereador Luís Filipe explicou as razões para não ser apresentada agora a proposta para o IMI, antecipando que é vontade do executivo manter no mínimo.
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