A IX Noite de Gil Vicente voltou a afirmar-se como um dos momentos altos da programação cultural de Vila Nova de Poiares, reunindo uma sala completamente cheia, apesar da necessidade de alterar o local do espetáculo devido às condições meteorológicas.
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Inicialmente prevista para decorrer na Escadaria do Monumento ao Cristo, a iniciativa foi transferida para a Sala de Congressos do Centro Cultural de Poiares (CCP), decisão tomada pela organização face à chuva que se fazia sentir à hora do evento. A mudança permitiu garantir a realização do espetáculo em segurança e conforto, sem afastar o público, que aderiu em grande número.
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Nesta nona edição, a Companhia de Teatro Experimental de Poiares (CTEP) apresentou uma adaptação de uma obra de António José da Silva, considerado um dos mais importantes dramaturgos portugueses entre Gil Vicente e Almeida Garrett. Inspirada em Dom Quixote, a peça levou os espectadores até às paisagens de La Mancha, acompanhando as aventuras do cavaleiro sonhador e do seu fiel escudeiro, Sancho Pança.
O espetáculo contou com a participação das classes de adolescentes e adultos da CTEP e teve acompanhamento musical da Filarmónica Fraternidade Poiarense (FFP), numa colaboração que reforçou a dimensão artística da iniciativa.
Na abertura da sessão, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, Nuno Neves, acompanhado pelo vice-presidente, Miguel Novo, agradeceu o empenho das duas associações.
O autarca destacou o “importante contributo que ambas dão para a dinamização cultural do Concelho e para a preservação da sua identidade”.
Nuno Neves garantiu ainda que o Município continuará a apostar na promoção da cultura e no seu acesso por toda a população.
“O Município continuará empenhado em promover e democratizar o acesso à Cultura, procurando fazê-la chegar a todas as pessoas e a todos os lugares do Concelho”, afirmou.
O presidente da Câmara reforçou também o compromisso de continuar a apoiar os agentes culturais locais.
“Porque são eles que mantêm viva a nossa identidade, preservam as nossas tradições e reforçam o sentimento de pertença à nossa comunidade”, sublinhou.
Referindo-se à Companhia de Teatro Experimental de Poiares e à Filarmónica Fraternidade Poiarense, Nuno Neves salientou que ambas são exemplos do dinamismo associativo do concelho.
“O trabalho que desenvolvem, à semelhança de tantas outras associações e promotores culturais do concelho, merece ser valorizado e apoiado, porque investir na Cultura é investir nas pessoas e na identidade de Poiares”, concluiu.
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