Diário da Saúde

Incêndios florestais: oito medidas para proteger a saúde respiratória

Notícias de Coimbra | 3 semanas atrás em 13-08-2026

Com a chegada dos meses de maior risco de incêndio em Portugal, a Linde Saúde chama a atenção para os efeitos que a exposição ao fumo, às partículas finas e aos gases tóxicos pode ter na saúde respiratória, em especial nas pessoas com doença respiratória crónica que dependem de terapias respiratórias domiciliárias, como a oxigenoterapia.

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Os incêndios florestais são uma das principais causas de degradação da qualidade do ar durante o verão e podem desencadear ou agravar sintomas respiratórios, mesmo a vários quilómetros dos focos ativos.

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Neste contexto, a Linde Saúde recomenda oito medidas preventivas para proteger a saúde e manter os tratamentos respiratórios no domicílio.

A primeira recomendação passa por permanecer em espaços fechados, sempre que possível e em segurança, ficando em locais afastados das zonas afetadas, com portas e janelas fechadas. É também importante evitar atividades que aumentem a poluição do ar dentro de casa, como fumar, acender velas ou utilizar equipamentos a gás ou a lenha.

A Linde Saúde recomenda ainda o uso de purificadores de ar com filtros HEPA, uma vez que estes equipamentos podem ajudar a reduzir a concentração de partículas nocivas no interior da habitação.

Caso seja indispensável sair de casa, a utilização de máscaras de proteção N95 pode ajudar a reduzir a inalação de partículas finas presentes no fumo. Nas deslocações de carro, é aconselhável manter as janelas fechadas e utilizar o ar condicionado em modo de recirculação.

Para as pessoas que fazem oxigenoterapia, é fundamental manter o equipamento de oxigénio afastado de fontes de calor e de chamas. A segurança do dispositivo assume particular importância durante períodos de incêndio, uma vez que o oxigénio aumenta o risco de combustão.

É igualmente importante garantir uma solução de reserva para, no mínimo, um dia. Em caso de falha elétrica, deve existir uma alternativa, como equipamentos portáteis com bateria ou garrafas de oxigénio de reserva, acessíveis e com autonomia suficiente para pelo menos um dia completo de tratamento.

Em caso de evacuação, e sempre que as condições de segurança o permitam, deve ser isolada a fonte de oxigénio e informado o 112 da existência de oxigénio medicinal no domicílio.

A Linde Saúde recomenda também que seja procurada ajuda médica caso os sintomas se agravem, nomeadamente perante falta de ar, tosse persistente, pieira ou sensação de ardor nas vias respiratórias. Mesmo sem sinais imediatos, uma exposição relevante ao fumo pode justificar uma avaliação por precaução.

“Durante os incêndios, o fumo pode ter um impacto significativo nas pessoas com doença respiratória crónica. Além de seguirem as recomendações de proteção, é importante que estes doentes e os seus cuidadores tenham um plano de contingência preparado: saber onde está a garrafa de oxigénio de reserva, garantir que as baterias estão carregadas e procurar ajuda médica ao primeiro sinal de agravamento. Nestes períodos, a prioridade da Linde Saúde é assegurar que nenhum doente fica sem o apoio de que necessita, através do reforço das nossas equipas de assistência e de orientações claras e práticas. Pedimos a estes doentes e às suas famílias que adotem estas medidas e contactem a nossa linha de apoio permanente sempre que precisarem”, afirma Tiago Esteves, diretor-executivo da Linde Homecare Europa e diretor-geral da Linde Saúde Portugal.

Idosos, crianças, grávidas e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares crónicas são grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição provocada pelos incêndios e devem seguir estas recomendações com especial atenção.

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