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Coimbra

Idosa vive em prédio da Câmara de Coimbra sem condições

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Maria da Conceição Ricardo tem 88 anos e vive num prédio municipal, na rua da Sofia, em Coimbra, sem condições de habitabilidade. Sempre que chove, a idosa vê a casa inundada e teme um curto-circuito a qualquer momento.

O edifício do número 76, conhecido como “prédio do Augusto Neves”, foi adquirido pela autarquia em 2019, por 450 mil euros, com o objetivo de permitir criar uma ligação pedonal entre a rua da Sofia e a Cerca de São Bernardo.

Maria da Conceição, ou Dona Sãozinha, como é conhecida, mora no terceiro andar deste prédio desde os seus cinco anos. Os problemas não são novos, mas nos últimos tempos agravaram-se, garantiu a idosa ao Notícias de Coimbra, mostrando as mãos com hematomas “de tanto torcer toalhas” que usa para “apanhar a água que escorre pelas paredes”.

“Chove em três ou quatro lados da casa e eu não tenho possibilidade de conseguir apanhar a água toda ao mesmo tempo. Chego a pontos de ficar deitada no meio do chão”, afirma a octogenária que vive sozinha. “Eu sofro muito. Agora é demais. Não aguento. Com esta idade já não tenho forças”, acrescenta, visivelmente perturbada com a situação.

Na sala, a televisão e os sofás estão cobertos por plásticos para evitar danos maiores provocados pela água que se infiltra pelo telhado e, na casa de banho, o teto está negro da humidade. Além de se ver obrigada a um grande esforço físico para limpar os danos, a octogenária, que sofre de vários problemas de saúde, vive com medo que as infiltrações provoquem um curto-circuito na sua habitação.

O prédio pertence à Câmara Municipal de Coimbra, mas, segundo Maria da Conceição, ainda ninguém dos serviços se terá inteirado da situação. “Apesar da insistência ninguém cá veio ver”, garante a idosa, sublinhando que apesar disso todos os meses vai “pagar a renda”.

Para adquirir o imóvel, a autarquia exerceu o direito de preferência. Na altura, Manuel Machado afirmou que a ligação entre a rua da Sofia, Património Mundial da UNESCO, e a Cerca de São Bernardo, “é um objetivo que a autarquia perseguia há cerca de 30 anos”.

O Notícias de Coimbra questionou a Câmara Municipal sobre este caso, estando a aguardar resposta.

Veja aqui o vídeo:

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