Há espaços que guardam muito mais do que pedra e água. O Lavadouro de Sacões, em Vila Nova do Ceira, voltou este sábado, 12 de setembro, a ser um ponto de encontro da comunidade, mas desta vez através da arte, da cultura e das tradições, na abertura da terceira edição do festival intercultural “Lavadouros com Alma”.
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Ao longo de todo o dia, o antigo lavadouro ganhou uma nova energia com atividades que juntaram música, teatro, literatura, exposições e recriações etnográficas, num programa pensado para celebrar a história destes locais que durante décadas foram verdadeiros centros de convívio das aldeias.
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Um dos momentos de destaque foi a criação de um mural da artista Olesya Mohosh, inspirado na obra O Juiz da Água, de Francisco Barata Dias. A pintura passa agora a integrar permanentemente o espaço, criando uma ponte entre a memória coletiva e a expressão artística contemporânea.
A manhã ficou ainda marcada pela animação da Companhia de Teatro Experimental de Poiares (CTEP), também inspirada na mesma obra literária, pela atuação do Duo Acústico LP e por uma conversa promovida pela Biblioteca Municipal de Góis em torno do livro que serviu de inspiração a várias atividades do festival.
As tradições locais também não foram esquecidas. Houve momentos de recriação etnográfica que permitiram recordar histórias, costumes e vivências associadas aos antigos lavadouros públicos, outrora locais de trabalho, mas também de encontro e partilha entre gerações.
Durante a tarde, foi inaugurada a exposição “Telas das Lavadeiras”, da autoria de Carlos Matos, instalada no chamado Lavadouro Galeria. O programa incluiu ainda um workshop dedicado às plantas medicinais e uma ação prática de requalificação do espaço envolvente.
A iniciativa terminou com uma conversa sobre “A Rota das Alminhas”, conduzida por José Carlos Henrique, seguida de um momento de convívio entre participantes e habitantes da localidade.
Promovido pelo Município de Góis, o projeto pretende devolver vida aos antigos lavadouros, transformando-os em espaços culturais e de encontro comunitário, preservando simultaneamente a sua identidade histórica.
A próxima paragem do festival acontece já no dia 19 de setembro, no Lavadouro de Amiosinho, na freguesia de Alvares, onde estão previstas novas atividades ligadas à arte, à memória e às tradições locais.
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