As autoridades portuguesas estão em alerta para a utilização de novas drogas da violação em espaços de diversão noturna e festivais de verão.
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Segundo informações divulgadas pelo Correio da Manhã, a PSP e a Polícia Judiciária acompanham com preocupação o aumento do risco de substâncias de submissão química serem colocadas nas bebidas de jovens com o objetivo de facilitar abusos sexuais.
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Os efeitos destas drogas podem ser devastadores, provocando perda de consciência, falhas de memória, dificuldades respiratórias e, nos casos mais graves, coma ou até morte.
Mas há uma nova ameaça a preocupar as autoridades europeias: a utilização de seringas para injetar estas substâncias diretamente nas vítimas. O método, já reportado em países como Reino Unido, França e Espanha, terá chegado também a Portugal, depois de uma jovem de 20 anos ter denunciado uma situação ocorrida na noite de Lisboa.
Ao entrarem diretamente na corrente sanguínea, estas drogas atuam muito mais rapidamente, podendo fazer efeito em apenas cinco a dez minutos.
Perante este cenário, a prevenção assume um papel fundamental. Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram uma pulseira capaz de detetar a presença de drogas da violação nas bebidas. O dispositivo já está disponível em Portugal e deverá ser distribuído em festivais de Loures numa iniciativa que junta PSP, autarquia e organização dos eventos.
As autoridades apelam à vigilância e recomendam que os jovens nunca deixem bebidas sem supervisão e procurem ajuda imediata caso sintam sintomas súbitos e inexplicáveis.
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