O Jazz ao Luar está de regresso ao Penedo da Saudade, em Coimbra, para três sextas-feiras de setembro, com música ao vivo, entrada gratuita e o pôr do sol como cenário.
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A edição de 2026 realiza-se nos dias 4, 11 e 18 de setembro, sempre a partir das 18:30.
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A iniciativa é organizada pela Fundação INATEL, pela União das Freguesias de Coimbra e pela Câmara Municipal de Coimbra, apostando novamente num dos locais mais emblemáticos da cidade para criar uma experiência que junta música, natureza e património.
Na apresentação do programa, Bruno Paixão, diretor da Fundação INATEL de Coimbra, recordou que o Jazz ao Luar nasceu em 2019, no âmbito das comemorações dos 50 anos da chegada do Homem à Lua. “Era o cinema ao luar, era o jazz ao luar. E ficou, porque foi sempre um sucesso”, explicou.
A escolha do Penedo da Saudade acabou por dar uma nova dimensão ao evento. “É um sítio mágico. É maravilhoso”, descreveu Bruno Paixão, considerando que todos os conimbricenses deveriam “pelo menos experimentar uma vez na vida ter música, jazz, uma vista destas num lugar tão especial”.
O responsável destacou ainda a vista sobre Coimbra e o ambiente criado à medida que a tarde dá lugar à noite, com o espaço iluminado e o pôr do sol a acompanhar os concertos.
“De facto, é um lugar icónico de Coimbra”, sublinhou, acrescentando que a boa receção do público levou os organizadores a manter e reforçar a aposta no local.
A programação começa a 4 de setembro, com atuações do Duo Barro e dos Blue Hour Jazz.
Uma semana depois, a 11 de setembro, sobem ao palco o Par Accord e o Desassossego.
O ciclo termina a 18 de setembro, com Ara May e Funky Four.
Todos os grupos contam com voz e, segundo Bruno Paixão, a programação procura também criar momentos especiais e projetos pensados especificamente para o evento.
Um dos destaques desta edição é Ara May, cantora de Coimbra que vai apresentar-se num registo de jazz preparado especialmente para esta ocasião.
A programação pretende, assim, conjugar nomes e projetos da região com propostas criadas especificamente para o Jazz ao Luar. “Conseguimos inovar, por um lado, e, por outro lado, fazer coisas especiais que apresentamos aos públicos se calhar uma única vez neste sítio”, afirmou.
A entrada no Jazz ao Luar é livre, sendo o evento pensado para todas as idades e para famílias.
“É um evento para famílias. De facto, é um evento sensacional”, destacou Bruno Paixão, revelando que o público pergunta habitualmente pela realização de uma nova edição.
Além da música, haverá um espaço de bar com bebidas e aperitivos, permitindo prolongar o convívio durante os fins de tarde.
A organização garante ainda a existência de cadeiras para o público, para além dos bancos de pedra já existentes no Penedo da Saudade. O palco será colocado de forma a permitir que os espectadores acompanhem também o pôr do sol por trás dos artistas.
A escolha do local é igualmente assumida como parte essencial da experiência. Mafalda Fagulha, vogal do executivo da União das Freguesias de Coimbra, destacou que “são poucos os eventos que se realizam lá”, considerando o Penedo da Saudade um espaço especial onde o Jazz ao Luar “encaixa na perfeição”.
“Os astros alinham-se e corre tudo sempre muito bem”, afirmou.
A organização revelou ainda que esta edição representa um reforço do investimento na programação. Sem contabilizar os custos relacionados com logística e organização, são destinados mais de quatro mil euros aos grupos participantes.
A preocupação, contudo, é manter a dimensão do evento controlada e sustentável.
“Procuramos sempre que sejam sustentáveis, que não sejam megalómanos. Sejam sustentáveis, sejam agradáveis, que tenham qualidade de programação”, explicou Bruno Paixão.
A organização pretende ainda manter a evolução do evento, acrescentando “sempre alguma mais-valia em relação aos anos anteriores”.
O Jazz ao Luar promete, assim, três fins de tarde de setembro diferentes no calendário cultural de Coimbra, num cenário onde a música se junta à paisagem e ao pôr do sol.
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