Coimbra
“Há amores que não se sentem”: 40 anos depois, Catarina Barradas continua na Marcha de São João de Vila Nova
A emoção das Marchas Populares de Coimbra ganhou um rosto e uma história de vida na participação da Marcha de São João de Vila Nova, onde uma das suas marchantes mais antigas partilhou uma ligação que já dura há quatro décadas.
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“O meu sonho era aprender a marchar e pertencer a uma marcha popular. Estou bem acompanhada”, começou por dizer Catarina Barradas, num testemunho marcado pela emoção e pela memória de uma vida dedicada à tradição.
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A ligação à marcha começou cedo, ainda na infância.
“Começou por uma carolice de amigos. O meu pai, que hoje é o padrinho da marcha, é um dos pioneiros destas marchas. E eu com seis anos comecei, vim para aqui e aqui estou ao fim de 40.” Entre ensaios, coreografias e dedicação contínua, a tradição mantém-se viva geração após geração. “Há amores que não se explicam, há amores que se sentem e que se vivem.”
A preparação para as atuações começa meses antes do desfile, com trabalho intenso de coordenação e ensaio. “Nós começamos a ensaiar em Fevereiro para que quando saímos à rua possamos mostrar o que de melhor todos temos e o amor que sentimos pelas marchas populares.”
O ambiente de festa não se limita ao desfile, estendendo-se também à música, à interação entre grupos e ao improviso típico destas noites.
Entre risos e momentos espontâneos, o tema da marcha — “Na tasca mandam eles, à janela mandam elas” — deu o tom descontraído à atuação.
A noite ficou ainda marcada por momentos de interação com o público e pela alegria contagiante dos participantes, num ambiente onde tradição e emoção se cruzam.
Entre memória, paixão e convívio, a Marcha de São João de Vila Nova voltou a mostrar em Coimbra que, mais do que um desfile, as marchas são uma forma de vida que atravessa gerações.
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