Portugal mete dois doces no top 6, e 3 no top 10, das melhores sobremesas da Europa Ocidental — e o primeiro lugar é português
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Portugal está em grande destaque entre as sobremesas mais apreciadas da Europa Ocidental. O Pastel de Belém ocupa o primeiro lugar de uma lista do TasteAtlas que reúne as 100 melhores sobremesas da daquela região, enquanto o Pão de Ló de Ovar aparece logo no sexto lugar.
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A lista, cuja última atualização ocorreu a 15 de agosto de 2026, coloca o Pastel de Belém no topo, com uma classificação de 4,6 pontos, à frente do gelato de pistácio italiano e do strudel do Trentino-Alto Ádige, ambos com 4,5.
Segundo o TasteAtlas, o Pastel de Belém é uma sobremesa tradicional feita com massa folhada e creme de ovos, preparado com ingredientes como leite, ovos, açúcar, limão e canela. A plataforma aponta ainda 1837 como o ano associado à primeira receita, criada pelos monges do Mosteiro dos Jerónimos.
O site faz uma distinção importante entre as duas sobremesas que muitas vezes são confundidas: “Apenas os pastéis de creme produzidos na Fábrica Pastéis de Belém podem ser chamados de pastel de Belém”, enquanto os restantes são conhecidos como pastéis de nata.
Portugal volta a aparecer muito perto do primeiro lugar com o pastel de nata, classificado em segundo lugar, com 4,5 pontos.
Descrito pelo TasteAtlas como uma “torta tradicional de creme de ovos”, o pastel de nata é atualmente conhecido dentro e fora de Portugal. A plataforma destaca que a receita terá origem nos conventos de Santa Maria de Belém e que a sobremesa se tornou tão popular que continua a gerar “longas filas de pessoas” junto a várias pastelarias portuguesas.
Entre os locais destacados pelo TasteAtlas para provar a especialidade estão a Manteigaria, os Pastéis de Belém e a Fábrica da Nata.
Mas há mais um doce português entre os primeiros classificados.
O Pão de Ló de Ovar surge em sexto lugar, com 4,4 pontos, numa posição imediatamente atrás dos crepes franceses.
O TasteAtlas descreve-o como “talvez o bolo português mais famoso” e aponta as suas origens para o século XVIII, associando a receita aos conventos e às freiras.
A plataforma refere ainda um registo escrito de 1781, relacionado com a Irmandade dos Passos, no qual o Pão de Ló de Ovar surge como um doce oferecido aos sacerdotes durante a procissão da Semana Santa.
Tradicionalmente preparado com ovos, açúcar e farinha, o bolo é conhecido pela sua textura particularmente húmida e cremosa no interior.
Assim, entre os dez primeiros classificados da lista do TasteAtlas, Portugal conta com três referências: o Pastel de Belém, em primeiro, o pastel de nata, em segundo, e o Pão de Ló de Ovar, em sexto.
O top 10 é completado pelo gelato de pistácio e pelo strudel, ambos italianos, pelos crepes e pelo suflê de chocolate franceses, pelos crepes de Nutella e pelo cheesecake basco, de São Sebastião.
O resultado coloca, assim, a doçaria portuguesa em posição de destaque numa lista internacional dedicada às sobremesas mais apreciadas da Europa Ocidental.
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