Portugal

Greve geral afeta metade das escolas

Notícias de Coimbra | 2 dias atrás em 03-06-2026

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, falou esta quarta-feira, 3 de junho, a partir da Residência dos Combatentes da Universidade de Coimbra, sobre os impactos da greve geral na área da educação e sobre as medidas em curso para responder à falta de professores nas escolas.

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Questionado sobre os efeitos concretos da paralisação, o governante avançou com dados relativos às provas de português do 6.º ano, realizadas em todo o país. Segundo referiu, apenas 48% dos alunos realizaram a prova, sublinhando que “a greve afetou cerca de metade das escolas, terá sido esse o efeito”.

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O ministro garantiu, no entanto, que nenhum aluno será prejudicado, explicando que foi acionado um plano de contingência. “Nenhum aluno será prejudicado por isso, e por isso obviamente nós tínhamos um plano de contingência e no dia 9 de junho, na próxima terça-feira, os alunos que não puderam realizar a prova hoje por razões da greve, em resultado da greve, poderão fazê-lo na próxima, deverão fazê-lo na próxima terça-feira”, afirmou, acrescentando que o enunciado já está preparado para garantir comparabilidade.

Sobre a presença de professores em protesto contra o pacote laboral, Fernando Alexandre rejeitou qualquer impacto nas carreiras docentes. “O pacote laboral não tem qualquer efeito na carreira dos professores, a carreira dos professores tem um estatuto especial que está a ser negociado”, disse, assegurando que existe um trabalho em curso com sindicatos para rever o estatuto da carreira docente.

O ministro insistiu que o objetivo do Governo passa por valorizar a profissão e melhorar a colocação de docentes nas escolas. “Aquilo que nós estamos a fazer é rever o estatuto da carreira docente, que é uma carreira especial e que não tem qualquer impacto aquilo que está a ser feito no âmbito da reforma laboral”, afirmou.

Fernando Alexandre destacou ainda medidas já implementadas para combater a falta de professores, como o incentivo à permanência de docentes reformados. “Nós temos mais de 2000 professores nessa condição”, referiu, explicando que estes optaram por continuar a lecionar com um incentivo financeiro.

Foram também mencionadas medidas como concursos extraordinários e apoios à deslocação, que, segundo o ministro, têm permitido reforçar a resposta do sistema educativo. “Estamos a investir dezenas de milhões de euros em aulas extraordinárias especialmente para garantir que quando há um professor que se reforma ou fica doente, os alunos não ficam sem aulas”, sublinhou.

Questionado sobre o número de alunos sem professor, Fernando Alexandre reconheceu dificuldades na medição, mas garantiu melhorias. “O número de alunos sem aulas era calculado a partir dos pedidos de horário das escolas”, explicou, apontando que os dados estão a ser reformulados e integrados para maior rigor.

O ministro concluiu assegurando que o Governo está a trabalhar para resolver definitivamente o problema da informação e da colocação de docentes. “Espero que sim (…) estamos a investir milhões de euros nestes sistemas de informação”, afirmou, acrescentando que o objetivo é permitir uma leitura em tempo real da situação nas escolas.

Veja a entrevista completa aqui.

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