Coimbra
Fumo branco na Junta de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades “à custa de troca de favores”
A acusação pertence ao movimento UPA liderado pelo ex-autarca Vítor Duarte.
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Ao fim de cinco meses, tudo indica que a União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades irá eleger o seu executivo. A decisão será tomada quinta-feira, 16 de abril, às 19:00, dia e hora em que está marcada uma Assembleia de Freguesia Extraordinária.
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Segundo a convocatória, assinada pela presidente da junta, estão três pontos na Ordem de Trabalhos: Eleição dos Vogais da Junta, mediante proposta da presidente da junta; eleição da Mesa da Assembleia de Freguesia e Outras Informações.

A convocatória surpreendeu, já que foi anunciado que os partidos da oposição (coligação Juntos Somos Coimbra encabeçada por José Maria Barroca; movimento UPA liderado por Vítor Duarte e Partido Chega Chega através de Nuno Veloso) iriam renunciar aos lugares na Assembleia de Freguesia na sequência do impasse criado na eleição do novo executivo da junta.
Uma situação que, a acontecer, iria obrigar à marcação de novas eleições para a junta de freguesia. Ora, e segundo o movimento UPA, tal não irá suceder porque como explicou em comunicado emitido esta tarde na sua página da rede social Facebook esse compromisso foi “cumprido, por alguns”.
“No dia 10 de abril, o UPA apresentou as 26 renúncias. Todas. Sem falhas. O Juntos Somos Coimbra entregou 24 de 25, garantindo de forma firme que a última seria entregue. O Chega apresentou a maioria, apesar de algumas resistências”, refere.
A história prossegue: “Depois veio a verdadeira face de alguns. Um eleito que assina e, à última hora, corre para a Junta tentar anular a própria renúncia. Outra que engana os seus colegas até ao último minuto e só revela que não cumpre quando já não há possibilidade de corrigir o processo”.
Estes dois casos são vistos pelo movimento “Unir para Afirmar” como uma situação “premeditada” e alvo de “manipulação”.
“O resultado está à vista: impediram eleições. Garantiram quórum. Mantiveram o poder instalado. Traíram um compromisso político assumido. Traíram os seus próprios colegas. Traíram a população. E fizeram-no porquê? Porque, como rapidamente se percebe, há sempre uma recompensa para quem “alinha”. Um fica com a pasta do desporto. Outra sobe a presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia”, explicam.
O movimento acusa mesmo estes dois elementos de terem sido “comprados”. “Sim, foram comprados. E quem foi enganado não fomos só nós. Foi toda a freguesia”, frisam, garantindo que não participarão nesta situação.
“Cumprimos a nossa palavra até ao fim. Sem vacilar. Sem negociar nas sombras. Sem vender posições”, afirmam.
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