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Coimbra

Figueira da Foz quer ser Geoparque da UNESCO

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A Câmara da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, pretende dar visibilidade ao património geológico do concelho para poder ser classificado como Geoparque da UNESCO, afirmou hoje o presidente do município.


A candidatura a Geoparque da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Ciência, Cultura e Educação) é “um processo que exige condições e pressupostos que já estão no terreno, mas a dificuldade é projetá-los e que eles sejam assumidos por toda a comunidade”, disse o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, que falava à agência Lusa após uma sessão na sede do município, intitulada “Razões de uma candidatura a Geoparque da UNESCO”.

Para João Ataíde, o processo “será longo” e, apesar de haver “muito património e vontade”, é necessário dar visibilidade aos pontos de interesse já identificados, onde se evidencia o monumento natural do Cabo Mondego, com o seu afloramento do Jurássico.

“É preciso criar processos de visitação, interpretativos, explicativos que permitam contar a história da Figueira da Foz ao longo de milhões de anos”, frisou.

A autarquia já constituiu uma equipa multidisciplinar, há cerca de um ano, para começar a desenhar a candidatura, tendo apresentado hoje alguns dados sobre os pontos de interesse e de relevância da Figueira da Foz, não apenas geológicos como também culturais, paisagísticos ou arquitetónicos.

O próximo passo será designar um coordenador político da candidatura, que deverá ser João Ataíde, bem como um coordenador técnico para “verificar o mapa de pressupostos e condições que a candidatura exige”, explicou o presidente da Câmara.

Segundo João Ataíde, serão feitos “os investimentos necessários”, apesar de não estar previsto nenhuma intervenção de elevado montante, antes iniciativas que garantam “visibilidade e aproximação a esses espaços”.
A equipa multidisciplinar já identificou 55 “geossítios” no concelho, que poderão ter interesse para fins educativos, turísticos ou académicos.

Durante a sessão, foram evidenciados vários dos monumentos naturais do concelho, bem como os registos arqueológicos que dão conta da evolução da ocupação humana na Figueira da Foz, entre outros aspetos relacionados com a história do município.

Na sessão, Elisabeth Silva, responsável pelo Sector das Ciências na Comissão Nacional da UNESCO, referiu que a Figueira da Foz ainda está num momento “muito embrionário”, sublinhando que este projeto poderá demorar vários anos até estar concluído.

“É um projeto que exige o envolvimento das comunidades locais e que não serve objetivos políticos”, frisou, considerando importante que o município aposte na explicação e interpretação do património geológico presente no concelho.

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