Sob o tema “Luz e trevas” o Festival de Ópera de Óbidos acolhe nesta edição a exposição fotográfica “Luz e Sombra”, uma iniciativa da Égide para ver no Museu Abílio de Mattos e Silva, de 05 a 28 de setembro.
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“As séries fotográficas finalistas do 1.º concurso nacional de fotografia promovido pela Égide, no âmbito do seu 4.º aniversário, numa iniciativa que cruza fotografia, poesia, música e artes performativas, encontra no contexto do Festival de Ópera de Óbidos um lugar privilegiado”, refere a Câmara de Óbidos a propósito da exposição “Luz e sombra”, que o Museu Abílio de Mattos e Silva inaugura no sábado.
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A mostra é uma iniciativa da Égide – Associação Portuguesa das Artes, em co-organização com o Festival de Ópera de Óbidos, que decorrerá na vila entre os dias 05 e 20 deste mês, sob o tema “Luz e Trevas”.
“Entre a luz e a sombra há um território de contrastes, mas também de diálogo e complementaridade”, considera a organização do evento, num comunicado em que sustenta que a exposição “ganha uma particular ressonância no contexto da edição de 2026 do Festival de Ópera de Óbidos”, marcada por uma programação “que explora os contrastes, tensões e dualidades que atravessam a criação artística e a própria condição humana”.
A escolha deste espaço museológico “estabelece também um diálogo com a figura do multifacetado artista Abílio de Mattos e Silva (1908–1985)”, cuja obra se destacou, entre outras áreas, na cenografia e no figurino.
Além da exposição, o museu acolherá, no dia 16, um outro momento da programação do festival, o recital “De Purcell a Britten: mais de dois séculos de paixão shakespeariana”.
Um “Encontro de Titãs”, na praça da Criatividade, marca o arranque da edição deste ano do Festival de Ópera de Óbidos, que leva reportório lírico ao património histórico da vila em setembro.
O festival propõe este ano “uma viagem do período barroco aos alvores do belcanto e do romantismo”, de acordo com a diretora artística, Carla Caramujo, responsável pela programação que abre com o concerto de gala protagonizado pela Orquestra das Beiras, dirigida por Jan Wierzba, e os solistas Inês Simões, Susana Gaspar, Beatriz Patrocínio, Cátia Moreso, João Barbas e André Henriques.
O programa coloca ainda em diálogo “A Cinderela, ou o triunfo da bondade”, de Gioachino Rossini, e “Caim, ou o Primeiro Homicídio”, de Alessandro Scarlatti, agendados para os dias 11 e 12.
Para o fim de semana de encerramento a organização reservou “Orfeu e Eurídice”, de Christoph Willibald Gluck, ópera que marcou a reforma da chamada “opera séria”, no século XVIII, numa leitura do encenador Carlos Antunes com uma encenação que cruza solistas, coro, orquestra e dança, com oito bailarinos em palco, numa coreografia de Teresa Simas e figurinos de José António Tenente.
Criado em 2004, o festival é, desde 2023, organizado pela ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, em parceria com o município, depois de uma interrupção entre 2011 e 2023.
Os bilhetes estão à venda em blueticket.meo.pt, no Convento de São Miguel das Gaeiras, na ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes e nos locais habituais.
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