Direção-Geral das Artes não apoia Escola da Noite e Teatrão

Notícias de Coimbra | 6 anos atrás em 30-03-2018

Cinquenta candidaturas de 89 avaliadas na área do teatro, deverão receber apoio da Direção-Geral das Artes (DGArtes), no período 2018-2021, revelam os resultados provisórios do concurso, que deixam de fora companhias de Coimbra, Évora, Covilhã e Porto.

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escola da noite

Os resultados indicam que 50 estruturas vão ter acesso a financiamento plurianual, deixando de fora várias companhias e grupos que tiveram apoio no passado, revela a ata do projeto de decisão do Concurso ao Programa de Apoio Sustentado 2018-2021 da DGArtes, comunicada aos candidatos e a que a agência Lusa teve acesso.

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De fora do concurso, ficam as duas companhias profissionais com sede em Coimbra – O Teatrão e a Escola da Noite.

O Centro Dramático de Évora (CENDREV), o Teatro das Beiras, da Covilhã, assim como o Teatro Experimental do Porto, a Seiva Trupe, o Festival Internacional de Marionetas e o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), no Porto, o Teatro de Animação de Setúbal, Teatro Experimental de Cascais e a Cooperativa Cultural Espaço Aguncheiras, são outras das 39 estruturas e projetos que ficam sem financiamento.

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Entre as companhias com projetos apoiados, neste projeto de decisão, estão o Teatro do Elétrico, o Teatro Extremo, a Ar de Filmes, a Este – Estação Teatral, a Companhia de João Garcia Miguel, o Teatro Art’Imagem, a Mala Voadora, o Teatro do Vestido, as Comédias do Minho, o Teatro da Garagem, o Teatro Meridional, o Teatro do Bolhão, a Amarelo Silvestre, o Teatro da Rainha, a associação Enlama, a Escola de Mulheres, o teatromosca e mais 33 estruturas de diferentes pontos do país.

Após a comunicação do projeto de decisão aos concorrentes, segue-se ainda a fase de audiência de interessados, na DGArtes, durante a qual as estruturas podem reclamar dos resultados, sendo esperada a comunicação da decisão final entre o final de abril e o início de maio.

As companhias mais apoiadas são a Teatro Praga, Companhia de Teatro de Almada, Artistas Unidos, O Bando, Teatro do Noroeste, Companhia de Teatro de Braga, Companhia de Teatro do Algarve (ACTA), a Comuna – Teatro de Pesquisa e Novo Grupo de Teatro, do Teatro Aberto, todas com um apoio para o quadriénio 2018-2021 superior a um milhão de euros.

O Norte é a região com mais candidaturas aprovadas, 19. Segue-se a Área Metropolitana de Lisboa, com 18, a região Centro, com seis, o Alentejo, com cinco, e o Algarve, com duas candidaturas aprovadas na área do teatro. A única candidatura proveniente da Região Autónoma da Madeira foi reprovada.

O Programa de Apoio Sustentado às Artes 2018-2021 – que financia grande parte da atividade artística em Portugal – abriu em outubro e tem um valor global de 64,5 milhões de euros para apoiar modalidades de circo contemporâneo e artes de rua, dança, artes visuais, cruzamentos disciplinares, música e teatro.

De acordo com o calendário da DGArtes, os pagamentos dos apoios sustentados na área do teatro, correspondentes ao ano em curso, deverão começar em finais de maio e prolongar-se pelo mês junho.

Antes, ainda segundo as datas publicadas pela DGArtes, ainda deverão ser conhecidos os resultados nas áreas das artes visuais, cruzamentos disciplinares e música.

Até agora, no Programa de Apoio Sustentado 2018-2021, a DGArtes apenas publicou as decisões finais nas áreas de dança, circo contemporâneo e artes de rua, tendo sido apoiadas 21 entidades ligadas à dança e três a circo e artes de rua.

Neste programa, a área da dança terá um montante global de 5,9 milhões de euros (5.995.530 euros), até 2021, dos quais 1,7 milhões de euros para este ano.

Circo e artes de rua têm um montante global de 1,075 milhões de euros, para os próximos quatro anos, com 250 mil euros disponíveis no ano em curso.

Os valores dos mapas provisórios do teatro – a área que recebeu o maior número de candidaturas para o quadriénio 2018-2021 – aponta para uma estimativa de valores globais em redor dos 26 milhões de euros, com uma provável aplicação de cerca de 7,5 milhões, este ano.

Nas últimas semanas várias estruturas culturais, em particular ligadas ao teatro, e sindicatos do setor têm criticado a demora e a burocracia na divulgação dos resultados, com consequências para o funcionamento e para o planeamento de programações para este ano.

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