Mais de três anos após o violento homicídio de Filipe Jorge, de 43 anos, o caso que chocou Alverca chega finalmente a tribunal esta segunda-feira, 4 de maio, em Loures, sendo julgado por um tribunal de júri.
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A vítima foi morta numa garagem, depois de ter sido atacada com cerca de 30 facadas, quando se deslocou a casa da ex-mulher para visitar as filhas, revela o Correio da Manhã. Segundo a investigação, o crime terá ocorrido pouco tempo depois de Filipe Jorge ter descoberto a alegada traição da então companheira.
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Aquele jornal, que acompanha o início do julgamento, descreve que no banco dos réus estão Sílvia, de 48 anos, ex-mulher da vítima, e o seu alegado amante, um homem 20 anos mais novo, natural dos Países Baixos. Ambos estão acusados de homicídio qualificado. Sílvia nega qualquer participação no crime, enquanto o coarguido afirma ter agido em legítima defesa.
Os dois arguidos encontram-se em liberdade, depois de terem sido libertados na sequência do limite máximo de prisão preventiva.
A defesa do arguido pediu o adiamento do início do julgamento, alegando a falta do resultado de uma perícia psiquiátrica. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelo tribunal.
O juiz presidente justificou a decisão referindo que o atraso não pode impedir o início do julgamento. “O atraso da perícia psiquiátrica ao arguido deve-se, em grande parte, ao próprio que faltou injustificadamente à primeira marcação do exame médico”, referiu o magistrado.
O juiz acrescentou ainda que o processo já se arrasta há demasiado tempo.
De acordo com a acusação do Ministério Público, o casamento entre Sílvia e Filipe Jorge terá sido marcado por episódios de violência e conflito.
O crime terá ocorrido quando o alegado amante regressou a Portugal, momento em que Filipe Jorge foi surpreendido na garagem pelos dois arguidos, seguindo-se uma discussão que terminou no ataque fatal.
O advogado do arguido considera que o processo não tem carácter urgente. “É imprescindível ter acesso prévio ao resultado dos exames. Não existem arguidos presos, logo o processo não é urgente”, afirmou ao CM.
Já a defesa de Sílvia é assegurada pelo advogado Miguel Pereira. Os dois arguidos deverão prestar declarações logo na primeira sessão de julgamento, que marca o início de um processo acompanhado com grande atenção pública devido à violência do crime.
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