Uma criança cega, de 6 anos, terá sido vítima de agressões por parte de vários colegas durante a hora de almoço, na Escola Básica da Azeda, em Setúbal, na semana passada.
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A denúncia foi feita pela SerEspecial – Associação de Apoio a Famílias de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais, nas redes sociais.
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Segundo a entidade, o episódio terá começado com a intervenção de um primeiro aluno, que alegadamente agrediu a criança com murros e pontapés. “A agressão terá começado com um primeiro aluno a desferir murros e pontapés nas costas e nas pernas da vítima, alegadamente sem motivo aparente.”, refere a associação.
De acordo com a mesma fonte, após cair no chão, a criança terá sido rodeada por outros colegas. “Já caída no chão e impossibilitada de se levantar, a criança terá sido rodeada por mais seis colegas, também do pré-escolar, que continuaram as agressões durante vários minutos”, descreve a SerEspecial.
A associação refere ainda que o menor terá pedido ajuda repetidamente, sem que, inicialmente, qualquer adulto tivesse intervindo. “A vítima terá pedido ajuda repetidamente, sem que nenhum adulto tenha intervindo de imediato”, indica a denúncia.
A situação só terá sido interrompida quando uma assistente operacional se apercebeu do ajuntamento de crianças e interveio.
A SerEspecial afirma ainda que os encarregados de educação foram informados de forma faseada. Os pais das crianças alegadamente envolvidas nas agressões terão sido contactados pouco depois do incidente, enquanto os pais da vítima só terão tomado conhecimento já ao final do dia.
Apesar de não apresentar ferimentos físicos graves, a criança encontra-se, segundo a associação, profundamente afetada a nível emocional e recusa regressar à escola.
A SerEspecial acrescenta ainda que este não terá sido o primeiro episódio de agressões envolvendo a mesma criança, embora nunca com esta gravidade.
A associação garante já ter contactado as entidades competentes, que irão avaliar a situação e tomar as medidas consideradas adequadas.
As autoridades escolares e competentes deverão agora averiguar o caso para apurar o que aconteceu no estabelecimento de ensino.
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