Pneumologista e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra explica ao Noticias de Coimbra o que está em causa com esta contaminação.
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O navio cruzeiro MV Hondius tornou-se notícia nos últimos dias devido à contaminação de, pelo menos, sete tripulantes. Dos sete casos identificados, há já a registar duas vítimas mortais.
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Neste período, a questão da saúde pública voltou a estar na ordem do dia devido aos riscos que a doença poderia vir a ter no futuro, havendo mesmo quem a comparasse ao início do covid-19. “Não tem nada a ver com a transmissão do vírus Covid”, começou por explicar.
Em declarações ao Notícias de Coimbra, o pneumologista e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra referiu que “o risco de doença global é relativamente baixo, porque também a transmissão entre humanos é rara”.
O especialista explicou que a contaminação entre humanos só acontece através de “contactos, digamos, muito próximos, demorados, íntimos”. Por outro lado, o período de incubação deste vírus “entre o momento da infecção e o início dos sintomas pode ser muito longo, ele normalmente é de duas a quatro semanas, mas pode ser menos do que duas semanas, pode ser mais, pode ir até às oito semanas, ou seja, dois meses”.
“Eu não tenho dúvida que estes indivíduos vão ficar em quarentena no barco muito mais tempo, porque de facto, é a partir da data de saída da Argentina que tem de se contar as tais oito semanas”, afirmou.
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