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Coimbra

Condenada a 17 anos de prisão por drogar doentes para os roubar (com vídeos)

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Uma ex-copeira que prestava serviço nos Hospitais da Universidade de Coimbra foi hoje condenada a 17 anos de cadeia por drogar doentes internados para lhes roubar peças de ouro. Uma das vítimas acabou por morrer por causa das substâncias que a mulher lhe administrou. 

A mulher, de 53 anos, trabalhava para os SUCH – Serviços de Utilização Comum dos Hospitais e foi detida em janeiro deste ano depois de administrar calmantes a 18 pessoas, consideradas vulneráveis e internadas no hospital. Os crimes foram cometidos em 2020. A funcionária passava nas enfermarias para “escolher” os doentes em função das peças de ouro que tinham, depois diluía narcóticos nas bebidas dos pacientes e, quando estes estavam sem reação, retirava-lhes os artigos.

“Retirava-lhes os anéis dos dedos e os colares do pescoço”, disse o presidente do coletivo de juízes na leitura da decisão esta tarde no Tribunal de Coimbra. Ao todo foram identificados 18 casos. “Um dos senhores faleceu em consequência das benzodiazepinas por si administradas”, lembrou o magistrado.

A arguida vendia depois o ouro em várias casas especializadas em compra e venda deste tipo de artigos.

O tribunal deu como provada a maioria dos factos constantes da acusação e que foram também confessados pela arguida. Foi condenada, em cúmulo jurídico, a uma pena única de 17 anos de cadeia por crimes de roubo agravado, um dos quais teve como resultado a morte, ofensa à integridade física grave qualificada, peculato e branqueamento.  Terá ainda de pagar uma indemnização superior a 70 mil euros à família da vítima mortal e de pagar os valores dos artigos furtados, bem como indemnizações mais pequenas, aos restantes lesados.

A ex-copeira já tinha sido condenada a uma pena de multa, em conjunto com um filho, por crimes semelhantes quando tinha idosos ao seu cargo.

“Não há adjetivos para estes crimes que são de tal maneira graves. Foram tantos crimes, tantas pessoas vítimas que já não bastava as dificuldades que tinham e em vez de serem tratadas e bem acolhidas sofreram este tratamento”, lamentou o presidente do coletivo, destacando o valor elevado dos bens roubados.

“A senhora já tem idade suficiente para pensar na sua vida. Aproveite [a cadeia] para mudar a sua vida e quando sair trabalhar sem procurar obter rendimentos desta forma”, disse ainda o juiz.

João Palmeirão, advogado de defesa, considerou a pena “excessiva” e disse que vai recorrer da decisão.

Veja o o direto NDC a partir do Tribunal de Coimbra:

Veja o direto com João Palmeirão, advogado da arguida:

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