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Condeixa vai ter um setembro diferente: música, ruínas, natureza e cultura com o Festival MUSAS
Imagem: Condeixa Municipio/ Facebook
A sétima edição do Festival das Artes de Conímbriga MUSAS realiza-se de 2 a 26 de setembro, em Condeixa-a-Nova, com uma programação que pretende juntar música, património, natureza e atividades para diferentes públicos.
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A grande novidade deste ano é a chegada do festival a Alcabideque, além dos espaços habituais de Conímbriga e do Museu Nacional de Conímbriga.
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Durante a apresentação do festival, a presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova destacou a consolidação do evento no panorama cultural da região. “Como sétima edição, estamos a falar da consolidação de um evento de panorama cultural ao nível do distrito de Coimbra”, afirmou.
A autarca sublinhou ainda a diversidade da programação, que vai muito além dos concertos. “Não se resumem só a espetáculos”, explicou, destacando a realização de exposições, visitas guiadas e atividades dirigidas às crianças.
Uma das principais novidades desta edição é a extensão do festival a Alcabideque, numa aposta de aproximação da programação cultural às populações locais.
“A maior parte das vezes, costumava ser realizado aqui no espaço de Conímbriga e também no Museu, no átrio do Museu, mas desta vez vamos para além, vamos para Alcabideque”, explicou a presidente.
A escolha daquele local prende-se também com a sua relação entre património e natureza. A autarca destacou o “espelho de água maravilhoso” e a proximidade do património arqueológico, considerando que o espaço merece acolher mais iniciativas culturais.
A expectativa é que a aposta permita chegar a públicos que habitualmente não participam neste tipo de eventos. “Tem assim a possibilidade de ter um espetáculo deste nível e, portanto, grandiosidade às portas de casa”, afirmou.
A presidente deixou ainda um convite à população de Alcabideque, das localidades vizinhas, de Condeixa e dos concelhos próximos para acompanharem a programação e participarem nas atividades.
O MUSAS pretende também abranger diferentes faixas etárias, com particular atenção à inclusão. Entre as iniciativas previstas estão atividades lúdicas destinadas, em primeira mão, a crianças com necessidades educativas especiais.
“Há uma questão também importante, que é a questão da inclusão”, salientou a autarca, acrescentando que as atividades foram desenvolvidas especialmente para este público.
A programação inclui ainda uma jornada de formação destinada a professores, prevista para 3 de setembro, que deverá reunir cerca de 150 participantes de diferentes agrupamentos escolares. O dia terminará com um espetáculo no Museu Nacional de Conímbriga, com um quarteto de cordas e a participação de um ator conhecido do público.
O programa contempla também visitas guiadas, exposições de fotografia e outras atividades abertas ao público em geral.
A apresentação do festival serviu ainda para destacar as intervenções recentes no espaço arqueológico de Conímbriga.
A presidente da Câmara Municipal explicou que as obras resultam de financiamento do PRR e que, após assumir funções em outubro, foram colocadas a concurso quatro intervenções.
“Conseguimos colocar a concurso quatro obras. Estão todas praticamente concluídas, à exceção de uma, que é a Alta Muralha”, afirmou.
Segundo a autarca, a intervenção na Alta Muralha deverá ficar concluída até cerca de 15 de outubro, estando assegurado o financiamento através de verbas que poderão resultar de overbooking ou do PT 2030.
“Para quem iniciou obras em abril, adjudicou obras de mais de 5 milhões de euros e temos isto terminado, é obra”, frisou.
A responsável destacou ainda a colaboração entre a Câmara Municipal e o Museu Nacional de Conímbriga. “Este é um esforço conjunto da Câmara Municipal de Condeixa e do Museu Nacional de Conímbriga”, afirmou, considerando o diretor do museu, Vítor Dias, “não só um parceiro desta jornada, mas um companheiro”.
O festival termina a 26 de setembro, no átrio do Museu Nacional de Conímbriga, num espetáculo que contará com a soprano Lara Martins, cuja família é de Condeixa.
A presidente deixou o convite para uma forte participação do público. “Venham mil, venham dois mil, podem vir à vontade, temos espaço suficiente”, afirmou.
A responsável espera apenas que as condições meteorológicas permitam uma noite agradável para o encerramento, que será marcado pela atuação da soprano.
“Ela é uma cidadã do mundo, trabalha em vários locais do mundo, como sabemos, mas o local a quem ela chama casa é Condeixa”, destacou.
Com uma programação que combina música, património, natureza, formação e atividades para diferentes públicos, o Festival das Artes de Conímbriga MUSAS pretende afirmar-se, na sua sétima edição, como um dos eventos culturais de referência de Condeixa-a-Nova e da região de Coimbra.
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