O festival de magia de Coimbra traz a vários espaços da cidade, ao longo de seis dias, 16 artistas e companhias de dez países, no ano em que celebra a sua 30.ª edição, revelou hoje a organização.
PUBLICIDADE
“O Festival Internacional de Magia de Coimbra afirmou-se desde a primeira edição como uma iniciativa regional, de impacto nacional e dimensão internacional, sendo hoje uma referência no setor cultural e fazendo parte da identidade da cidade”, disse o diretor artístico Luís de Matos.
PUBLICIDADE
A 30.ª edição do Festival Internacional de Magia de Coimbra – Encontros Mágicos decorre de 15 a 20 de setembro e é organizada pela Câmara Municipal de Coimbra e produzida pela Luís de Matos Produções, Lda.
Durante a conferência de imprensa, Luís de Matos destacou a “dimensão da iniciativa”, criada em 1992, num percurso feito “do trabalho e da arte de 255 companhias” de 35 países, com o festival a ser “o mais antigo de Portugal” e “um dos mais antigos do mundo, na sua característica de ser exclusivamente feito para o público em geral”.
Esta edição reúne em Coimbra 16 artistas e companhias provenientes de 10 países: Argentina, Brasil, Chile, Coreia do Sul, Espanha, França, Itália, México, Singapura e Portugal.
O evento estrutura a sua programação em cinco eixos, entre eles a Magia de Rua, com cerca de 75 atuações gratuitas em diferentes pontos da cidade, a Magia na Região, com ações nas uniões de freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila, de Antuzede e Vil de Matos e de Souselas e Botão, e a Magia Solidária, com espetáculos no Hospital Pediátrico de Coimbra e no Estabelecimento Prisional.
Estas ações contam com os artistas Joaquin Kotkin, Jonathan Goh, José Marques Antunes, Dan Marques, Kayto e The Charming Jay.
Além da Escola de Magia, dirigida pelo espanhol Paulino Gil, para um público entre os seis e os 12 anos, o programa inclui ainda uma sessão dedicada a crianças e jovens da Associação Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), reforçando a dimensão inclusiva do serviço educativo do festival.
A Gala Internacional, na décima edição, decorre a 18 e 19 de setembro, com o Convento São Francisco a receber os artistas Daba e Cielo, Florian Sainvet, Juan Colás, Léa Kyle, Mag Marín e Nacho Samena, num evento que, segundo Luís de Matos, conta com a participação “de três premiados em campeonatos mundiais de magia”.
Entre as propostas do festival está também a exposição “Contranatura”, de Mattia Bidoli, que “documenta alguns dos mais impressionantes momentos vividos” pelo mágico italiano, que é também fotografo em zonas de conflitos e voluntário humanitário.
Coimbra volta a receber o espetáculo “Magia na Escuridão”, do chileno Juan Esteban Varela, que foi criado para “ser sentido por invisuais”, reforçando o “lado da linguagem universal, sensorial, mas também inclusiva” que se pode encontrar na magia, descreveu Luís de Matos.
O encerramento do festival acontece a 20 de setembro, às 11:00, no Parque Vale das Flores, reunindo todos os mágicos presentes no festival.
Na conferência de imprensa, a vereadora da cultura da Câmara de Coimbra, Margarida Mendes Silva, disse que chegar à 30.ª edição do festival “é um marco muito significativo”, notando que o evento “consolidou um lugar próprio na programação cultural de Coimbra” e “afirmou-se como uma referência nacional e internacional no campo do ilusionismo”.
“A sua longevidade demonstra não apenas a consistência do projeto, mas também a qualidade artística que sempre o caracterizou e a sua capacidade de se renovar ao longo destes 30 anos, acompanhando diferentes gerações de artistas e também de espetadores”, afirmou.
O apoio da Câmara de Coimbra a esta edição do festival é de 95 mil euros.
PUBLICIDADE